A recuperação extrajudicial de Casas Bahia e Habib’s, marcas "pop", acabou por dar rosto para uma situação que anda ruim faz tempo, não apenas por causa de juros e dívidas. O enrosco, porém, não é bem compreendido ou é manipulado a depender do gosto político do freguês.
Parece ficar mais forte a sensação de "crise no ar", de que o "Brasil vai mal". Até pessoas que deveriam estar mais informadas do problema não se deram conta de que o novo rolo começou faz meia década, tanto em empresas avariadas como na situação do crédito de firmas e famílias.
A política econômica ruim de Lula 3 agravou essa situação, em particular a partir de 2024. Além do mais, lapso ou descaso regulatório facilitou a distribuição em massa dos letais cartões de crédito a uma população recém-bancarizada e que teve aumentos de renda nos últimos cinco anos menores do que se imagina.
Juros altos de fato deram a rasteira em empresas que estavam mal das pernas por vários motivos. Mas a impressão de onda de destruição geral do varejo é equivocada. Mesmo os pedidos de recuperação extrajudicial precisam de contexto.
Sim, em números, os pedidos são "recorde", mas a maior novidade é o agro. De uns 3% de participação no total de pedidos de 2013 a 2017 passou a 30% no ano passado —e subindo. Descontado o agro, o número desses pedidos cresce bem mais devagar, embora esteja nos níveis da recessão medonha de 2015 e 2016. O salto das recuperações extrajudiciais para um patamar próximo do atual ocorrera JÁ EM 2023.













