Hoje vamos manter uma certa distância desse mundo chato em que vivemos, um mundo histérico, em que todos querem aparecer como a pessoa mais legal de todas, com mais seguidores engajados para fazer melhores negócios ou, simplesmente, picaretas —é impressionante como o século 21, a partir das suas redes sociais, catapultou a prática da picaretagem profissional em níveis antes inimagináveis. Os psicanalistas que o digam —hoje, tem um em cada esquina.
Vamos falar um pouco da santidade e repousar, por algum tempo, na sua perenidade como fenômeno. Refiro-me à santidade, tal como a Igreja Católica e a Ortodoxa entendem, além de outras igrejas cristãs da bacia oriental do Mediterrâneo.
Muitas vezes, a vontade de abandonar o mundo se repete na história de diferentes povos. Na maioria das vezes, como parte de uma experiência religiosa que vê no mundo algo a ser, de alguma forma, evitado.
Essa tradição, conhecida como monástica —termo ligado à origem da fuga do mundo por parte de cristãos nos primeiros séculos da era comum— não é exclusiva do cristianismo, apesar de as tradições espirituais guardarem diferenças no seu modo de viver a renúncia do mundo ou de justificá-la.
No caso especificamente cristão, essa forma de vida se confunde com a de um dos primeiros indivíduos canonizados como santos pela igreja cristã nascente —que eram então múltiplas— nos primeiros séculos da era comum, não necessariamente a católica, como entendemos hoje.








