Não há memória recente de um período em que o custo do dinheiro tenha deixado de pesar sobre o orçamento das famílias, sobre o cálculo das empresas ou sobre o debate político em Brasília 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 — Foto: Pixabay No meu último artigo publicado no Valor, sobre a PEC 65, alguns leitores interpretaram minhas críticas como uma oposição à autonomia do Banco Central como um todo. Preciso ser clara, não é isso. O que critiquei foi especificamente a proposta de independência orçamentária do Banco Central, tema que o próprio economista André Lara Resende também examinou com ceticismo. A autonomia operacional que o BC brasileiro exerce hoje, conquistada formalmente em 2021, é uma instituição necessária e eu não a questiono. O que me interessa nesse novo artigo é por que o Brasil não consegue sustentar juros baixos, independentemente de quem dirige o Banco Central, independentemente do partido no poder e independentemente de qualquer debate sobre autonomia institucional.
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