A política de juros, sim, é necessária como parte de um tripé com responsabilidade fiscal e câmbio flutuante, aponta Armínio Fraga 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O edifício do Banco Central, em Brasília — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 12:09 Desafios Fiscais e Juros Elevados: Riscos para a Economia Brasileira A política de juros no Brasil é uma parte vital de um tripé econômico que inclui responsabilidade fiscal e câmbio flutuante. Desde 1999, este modelo tem sido eficaz, mas atualmente enfrenta desafios devido à falta de disciplina fiscal. O Banco Central é forçado a manter juros altos para cumprir seu mandato, enquanto políticas fiscais irresponsáveis intensificam o problema. A manutenção dessa situação pode levar a uma crise de crédito severa, tanto no setor privado quanto no público, segundo Arminio Fraga, economista e ex-presidente do BC. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A excelente coluna desta segunda-feira do Preto Zezé me animou a escrever esta nota. Muita gente me pergunta sobre os juros altíssimos de hoje. A política de juros altos não é necessária. A política de juros, sim, é necessária como parte de um tripé com responsabilidade fiscal e câmbio flutuante. Quando praticado, o tripé tem prestado bons serviços, desde 1999. Mas hoje o tripé está sem uma perna, a fiscal. Funciona assim: enquanto o BC está tirando água do convés, as políticas fiscal e de crédito jogam água para dentro. Trata-se de um cabo-de-guerra suicida. Para compensar essa barbeiragem, o BC é obrigado a praticar esses juros altíssimos, buscando cumprir seu mandato legal. O certo e óbvio seria uma política fiscal responsável e sustentável, não uma gastança irresponsável. Isso fica claro quando se observa que os juros altos não se limitam ao curto prazo, que o BC define. Os juros de longo prazo também estão na lua: cerca de 8% mais a inflação (IPCA), ao ano. Estes predominantemente espelham expectativas com relação à política fiscal, mas também refletem riscos e incertezas institucionais mais gerais, visíveis a olho nu em nossas bandas e alhures. Uma redução de juros voluntarista, à la Dilma, não resolveria coisa alguma. Ao mesmo tempo, a manutenção desta política macroeconômica vai desembocar em uma grave crise de crédito, privado e público. Puro autoflagelo.
Sobre os juros no Brasil
A política de juros, sim, é necessária como parte de um tripé com responsabilidade fiscal e câmbio flutuante, aponta Armínio Fraga
TL;DRAI
Armínio Fraga aponta que juros altos são necessários apenas dentro de um tripé (fiscalidade, câmbio, política monetária); falta disciplina fiscal. Sem correção, a manutenção desemboca em grave crise de crédito privado e público, sinalizando risco em economias emergentes.
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