Ici Bistrô é eleito o melhor restaurante francês da cidade pelo Prêmio SP Gastronomia 2026. Confira outros bons endereços na categoria. 2º lugar: TONTON Em um sobrado discreto dos Jardins, Gustavo Rozzino construiu um restaurante que, mesmo após mais de uma década, não perdeu o frescor. Para a nova estação, o menu foi renovado, mas segue transitando com desenvoltura entre as cozinhas francesa e brasileira, o que inclui até releituras de moqueca (R$ 105) e bobó (R$ 109), ambas mais delicadas e servidas com arroz basmati. Dos clássicos do outro lado do Atlântico, também revisitados, aparecem o côte de boeuf grillé (R$ 125), acompanhado de aligot, molho roti e espinafre sauté, e o steak tartare bem temperado, junto de fritas e saladinha (R$ 103). Outra sugestão é a pescada amarela, que tem por guarnição arroz negro, beurre blanc e quiabo tostado (R$ 113). Assada na hora, a torta de pera com amêndoas (R$ 33) é uma boa pedida para encerrar a sequência. Jardim Paulista: Rua Caconde 132 (2597-6168). Ter a sex, das 12h às 15h e das 19h30 às 23h. Sáb, das 12h30 às 16h e das 19h30 às 23h30. Dom, das 12h30 às 16h30. 3º lugar: BISTROT DE PARIS Há quase duas décadas escondido nos fundos de uma viela, o restaurante do chef Alain Poletto é um porto seguro para se provar a cozinha francesa clássica. As mesas no elegante salão interno são as mais disputadas — as que ficam na área externa e na cobertura são ideais para noites de calor. Opção para compartilhar, a entrada gourmande é servida em uma ardósia, com itens como salmão defumado e patê de campanha (R$ 170). Outra sugestão é a sopa de cebola com massa folhada, que vai à mesa na companhia de torradas gratinadas (R$ 87). Dos principais, uma escolha recorrente é o beef wellington, servido com uma crosta dourada fina e regado com redução de vinho do Porto (R$ 218). Também são clássicos da casa o bœuf bourguignon (R$ 112) e o confit de pato Mulard, com demi glace, batatas bolinhas e cogumelos (R$ 196). Fiel às bases clássicas, Poletto ainda produz ótimos itens de charcutaria de influência alpina, que são servidos com picles de chuchu, maxixe e cebola roxa (R$ 70, com 100 gramas). Boas sobremesas também têm espaço garantido no menu, como o riz au lait, um arroz-doce valorizado por caramelo com flor de sal e nozes caramelizadas (R$ 45). Jardim Paulista: Rua Augusta 2542 (3063-1675). Seg, das 12h às 15h30. Ter e qua, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h. Qui, das 12h às 23h30. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h. Bistrot de Paris: cozinha francesa clássica — Foto: Reprodução Instagram CHEF ROUGE Há três décadas, o endereço mostra que alguns clássicos nunca saem de moda. Sempre movimentado, tem um salão todo classudo, de cores sóbrias, que serve de cenário para os pratos executados com esmero — agora a cargo do chef Marco Garcia, que no início do ano substituiu o cearense Francisco Pinheiro. Para começar, as vieiras canadenses com creme de abóbora, que também chega assada, e castanhas portuguesas (R$ 154), são pedida garantida. O pato é a grande estrela entre os principais: pode aparecer na forma de uma coxa braseada lentamente com azeitonas sicilianas e batatas fondant (R$ 199), ou confitado, junto de maçã e pimenta-rosa (R$ 210). Outro acerto é o filé au poivre (R$ 182), que ganha a companhia de couve kale frita e purê de batatas. A carta de vinhos é composta quase que exclusivamente de rótulos franceses, equilibrando pequenos e grandes produtores. Jardim Paulista: Rua Bela Cintra 2.238 (3081-7539). Ter a sex, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h30. Sáb, das 12h às 17h e das 19h às 23h30. Dom, das 12h às 17h. LA CASSEROLE Desde 1954, o salão voltado para o Largo do Arouche preserva a atmosfera de outros tempos e um modo de servir cada vez mais raro na cidade, em que as receitas tradicionais e o serviço à mesa continuam sendo parte essencial da experiência. Hoje sob o comando da terceira geração da família Henry, segue recebendo diferentes gerações de paulistanos com pratos como o atum mi cuit com molho demi glace, bok choy e musseline (R$ 128) e o peixe do dia mais camarão, molho bisque e cuscuz marroquino de legumes (R$ 144). Na lista de clássicos irretocáveis ainda estão os moules et frites (R$ 118), mexilhões ao molho ao vinho branco e ervas acompanhados de batatas fritas, e o filet henri IV (R$ 136), composto de turnedô de filé-mignon, molho béarnaise e batata soufflée. Das sobremesas, a coupe ardéchoise se traduz em uma taça de creme de castanha francesa com mousse de chocolate e creme chantilly (R$ 46). Quem vai para o jantar pode ainda esticar a noite no bar Infini, que ocupa um dos salões no mesmo endereço. República: Largo do Arouche 346 (3331-6283). Seg, das 12h às 15h. Ter e qua, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Qui e sex, das 12h às 15h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 12h30 às 16h e das 19h à meia-noite. Dom, das 12h30 às 16h30. LE FREAK Desde que abriu as portas, em fevereiro, transformou as filas na calçada em parte da paisagem daquele pedaço do Centro. A movimentação não é por acaso: a casa reúne alguns dos nomes mais conhecidos da gastronomia e da noite paulistana — Franco Santin Frugiuele e Saulo Henrique, do Heavy Love e Heavy House, Felipe Scarpa e Caio Saad, do Botanikafé, e Ceah Pagotto, do Brim, Caso Bar e Matiz. Eles convidaram o chef chileno Juan Pablo Montes para criar uma cozinha francesa sem excesso de formalidade. Os clássicos aparecem reinterpretados em receitas como o the "bikini" pithivier (R$ 38), de massa folhada recheada com mussarela e presunto royale servida com jus, e os moules gratin (R$ 56), mexilhões gratinados com manteiga de ervas, parmesão e farofa de pão. Entre os principais, destacam-se o short rib com demi glace (R$ 120, para duas pessoas) e o arroz caldoso de pato (R$ 105), preparado com morcilla, aioli de limão e conserva do dia. A proposta de revisitar a tradição francesa segue até a sobremesa, com a pera ao vinho (R$ 48) acompanhada de mascarpone. Quem chega ali também encontra coquetéis bem executados como o pornstar martini (R$ 38), de vodca, baunilha, maracujá, limão-taiti e espumante. República: Av. São Luís 282. Ter a sex, das 19h à meia-noite. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h. LE JAZZ BRASSERIE A fórmula de servir clássicos da culinária francesa em um ambiente acolhedor e a preços acessíveis conquistou rapidamente o público e deu origem a uma pequena rede, que hoje reúne unidades em Pinheiros, nos Jardins e nos shoppings Iguatemi e Pátio Higienópolis, além do Le Jazz Petit Bar e da Le Jazz Boulangerie. Em todos os endereços, a proposta permanece a mesma: oferecer receitas francesas executadas com técnica, serviço descomplicado e uma atmosfera inspirada nos cafés de Paris. Pedida certeira entre as entradas, a terrine de campagne com pistache (R$ 58,50) é acompanhada de picles, salada mizuna, cebola caramelizada no vinho tinto e torrada. O filé (R$ 126) tem público cativo e ganha molho à escolha, entre Dijon, poivre e béarnaise, além de espinafre refogado. A guarnição pode ser de batatas fritas ou purê de batatas. O magret de canard (R$ 127), um peito de pato grelhado malpassado, servido com molho de tangerina ou balsâmico e maçã salteada, também vem ao lado de purê de batatas. No arremate, vale pedir o clássico île flottante (R$ 35), de levíssimas claras em neve batidas e servidas com creme inglês e amêndoas. Pinheiros: Rua dos Pinheiros 254 (2359-8141). Dom a qui, das 12h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à 1h. Jardim Paulista: Rua Doutor Melo Alves 734 (3062-9797). Dom a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Mais dois endereços. MARIE CUISINE Endereço de sucesso em Brasília, o restaurante ganhou um novo espaço nos Jardins em novembro de 2025, com ambiente clássico de bistrô, luz baixa e música suave. A cozinha francesa clássica é o coração da casa, com pratos assinados pelo chef Marcílio Araújo, responsável pelo cardápio, junto com o chef Raphael De Lucca. O couvert (R$ 33 por pessoa) já dá o tom da experiência, com pão de fermentação natural, folhados de parmesão, manteiga salgada, patê de fígado de galinha e queijo fresco. Na seleção de entradas estão os escargots de bourgogne com manteiga de alho e salsinha (R$ 99). Os amantes da charcutaria encontram ainda opções tradicionais, como a terrine com geleia de figo e brioche (R$ 219). Na seção dos pratos principais, são merecidos destaques a codorna desossada e recheada com vinho de Sancerre, uvas verdes e lentilhas de Puy (R$ 169), e o confit de canard ao molho de pimentas verdes e batata sautée (R$ 198). Para encerrar os trabalhos, entram em cena sobremesas que equilibram leveza e tradição, como a pavlova com frutas vermelhas (R$ 49) e crème brûlée de laranja, gengibre e baunilha (R$ 53). Jardim Paulista: Rua Barão de Capanema 450 (94086-7900). Seg a qua, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Qui, das 19h às 23h. Sex e sáb, das 12h à 0h. Dom, das 12h às 18h LES DEUX MAGOTS Verdadeira instituição parisiense, onde funciona desde 1884, o Les Deux Magots ficou famoso por ter sido frequentado ao longo de sua história por intelectuais e artistas, como Jean-Paul Sartre e Ernest Hemingway. Há três anos foi aberta essa filial paulistana, que ocupa um portentoso imóvel com mesas na área externa e um jardim envidraçado. O cardápio é replicado por aqui, com algumas adaptações, e traz opções já para as primeiras horas do dia, com cafés, pães de fermentação natural e pedidas como os ovos beneditinos (R$ 46). A partir do meio-dia o menu muda. Sugestão de entrada, a terrine de foie gras (R$ 159) vem na companhia de compota de figo e vinho do Porto. Dos pratos principais, leva o nome de côte de porc moutarde à l’ancienne (R$ 84) a cotoletta de porco com mostarda ancienne, salada verde e picles de cebola roxa. Outra sugestão é a coxa de pato confitada (R$ 180), que vem com molho roti e tem por guarnição batatas salteadas. Sempre é oferecido um prato do dia: quinta-feira é dia de coq au vin (R$ 95). Refrescante, o sorbet de morango e limão-siciliano com calda de frutas vermelhas (R$ 34) pode encerrar bem a refeição. Jardim América: Rua Colômbia 84 (3068-0028). Seg a sáb, das 8h30 às 23h30. Dom, das 8h30 às 22h30. PARIGI Em uma cidade cada vez mais atraída pelas novidades, o Parigi permanece como um raro exercício de permanência. Desde 1998, o restaurante do Grupo Fasano ocupa um elegante endereço com ares de bistrô na Rua Amauri, no Itaim Bibi, onde segue fiel à proposta de celebrar os grandes clássicos das cozinhas francesa e italiana. Da primeira, a brigada sob o comando do chef francês Eric Berland prepara sugestões como o coq au vin (R$ 199) e filet au poivre (R$ 238), e a segunda inclui o tortelli de polvo, tomate-cereja, alcaparras e azeitonas pretas (R$ 159). Outra referência à Itália é a cotoletta de vitela à milanesa “alla Fasano” (R$ 254), servida com risoto de açafrão. Com um pé em cada país, os profiteroles all’italiana (R$ 65) são servidos com creme de gianduia, sorvete de creme e calda de chocolate. Jardim Europa: Rua Amauri 275 (99025-2285). Seg a sex, das 12h às 15h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 19h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h. VOTRE BRASSERIE Todo envidraçado, com um belo balcão na entrada, sofás forrados por couro e um pé-direito alto do qual pendem muitas plantas. É nesse ambiente dos mais charmosos que o chef Chico Farah e o restaurateur Pedro Grando propõem uma leitura contemporânea da culinária francesa, equilibrando bons ingredientes e apresentações delicadas. O menu começa com entradas como o ovo mollet empanado servido com cogumelos, emulsão de jamón, ervas e croûtons (R$ 46) e os canapés de steak tartare (R$ 49, quatro unidades). Dos principais, o canard braisé (R$ 85), com pato desfiado, mil-folhas de batata, cebola caramelizada e molho de trufas, figura entre os clássicos da casa. Por sua vez, o ravióli de vieira ao molho de espumante, bottarga e toque cítrico (R$ 99), feito com massa bem fininha, foi criado como especial de verão e conquistou espaço definitivo no cardápio. Rótulos franceses predominam na carta de vinhos, com algumas opções em taça. Pinheiros: Rua Natingui 1520 (97428-3872). Ter a qui, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sex, das 12h às 15h e das 19h às 23h30. Sáb, das 12h30 às 23h30. Dom, das 12h30 às 17h.