Ryo é eleito o melhor restaurante japonês da cidade pelo Prêmio SP Gastronomia 2025. Confira outros bons endereços na categoria. 2º lugar: KANOE À frente da casa estão o chef Tadashi Shiraishi e Patrícia Bianco, que recebem os clientes em um balcão para apenas oito convidados. Ali eles oferecem uma das experiências mais refinadas da culinária japonesa em São Paulo. Detentor de uma estrela Michelin, o restaurante é dedicado à tradição da escola de Edo, na qual o arroz assume papel central na construção dos sabores. O omakase, servido em cerca de 17 etapas (R$ 1.400 por pessoa) é conduzido a partir da evolução do shari (o arroz japonês), revelando diferentes nuances de temperatura, acidez e textura em harmonia com pescados maturados na casa e ingredientes sazonais. A seleção pode incluir peixes como pargo, olho-de-boi, chicharro e atum bluefin, além de ouriço, ovas e outros itens que variam conforme a estação. Em um ambiente minimalista, a experiência de cerca de três horas celebra a técnica, o respeito absoluto aos ingredientes e a delicadeza da gastronomia japonesa. Jardins: Alameda Itu 1.578 (97505-2173). Ter a sáb, às 19h. 3º lugar: AIZOMÊ O campeão na categoria em 2025 segue no pódio como símbolo da cozinha japonesa autoral em São Paulo. Com uma unidade nos Jardins, outra dentro da Japan House, na Paulista, e uma terceira inaugurada na Saúde, bairro de forte presença da comunidade nipo-brasileira, a casa comandada pela chef Telma Shimizu mantém a identidade construída a partir de ingredientes locais e frescos, sazonalidade e rigor técnico. O novo endereço na Saúde marca a estreia do salmão no cardápio do Aizomê, proveniente de cultivo sustentável. Os menus podem variar de acordo com a unidade. Na da Japan House, os settos (conjunto de pratos que formam uma refeição completa) são boa pedida: o yakizakana vem com anchova grelhada, gohan, missoshiro, salada, tsukemono e kobachis (R$ 92). A casa da Saúde também tem settos, além de donburis, bowls como o de frango teriyaki, que vem com sobrecoxa desossada, salada, missoshiru e tsukemono (R$ 86). A unidade dos Jardins tem executivo no almoço de semana, com pratos como o karê raisu, gohan com curry de legumes acompanhado de missoshiro e salada (R$ 75). A casa oferece ainda o prestigiado omakase de sete etapas (R$ 470 por pessoa ou R$ 650 com wagyu e atum bluefin). Bela Vista: Av. Paulista 52, Japan House (91296-4199). Ter a dom, das 11h30 às 16h30. Jardins: Alameda Fernão Cardim 39 (97247-3862). Seg a sáb, das 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h. Mais um endereço. Aizomê: cozinha japonesa autoral — Foto: Rafael Salvador AYA JAPANESE CUISINE Desde 2011, cultiva uma cozinha japonesa de forte inspiração tradicional, conduzida pelo sushiman Juraci Pereira, o Jura. Em um ambiente intimista em Pinheiros, a casa se destaca pelo omakase, sequência elaborada diariamente e que pode ser apresentada em diferentes formatos. O omakase do chef é a opção premium, um menu contemporâneo que reúne as criações mais marcantes do restaurante, com couvert, sashimi de peixes variados e iguarias, doze sushis especiais, finalização quente e sobremesa artesanal (R$ 550 por pessoa). No cardápio à la carte, muitos pratos se destacam: é o caso dos cortes de bluefin, considerado a espécie mais nobre de atum, apreciado pela textura delicada e pelo cobiçado otoro, a parte mais apetitosa da barriga do peixe. O sashimi o-torô bluefin é considerado pelo chef como o “ápice da experiência do bluefin”, e vem com cinco fatias do pescado, que derretem na boca (R$ 210). O restaurante também oferece almoço executivo durante a semana, mantendo o cuidado na seleção diária dos pescados e a execução precisa da culinária japonesa. A degustação executiva especial Aya reúne couvert, 15 sushis variados e sobremesa (R$ 270). Pinheiros: Av. Pedroso de Moraes 141 (3097-9856). Seg a qui, das 12h às 14h e das 19h às 23h30. Sex, das 12h às 14h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 19h à meia-noite. BY KOJI A paixão do chef Koji Yokomizo pelos peixes nasceu ainda na infância e se transformou na marca registrada do By Koji, restaurante inaugurado em 2012 no Estádio do Morumbis. Após uma temporada no Japão e passagens por tradicionais restaurantes japoneses, Koji construiu uma cozinha que respeita as técnicas clássicas, sem abrir mão de toques contemporâneos. Reconhecida pela seleção rigorosa dos pescados e pela precisão dos cortes, a casa oferece sushis, sashimis e pratos autorais. A unidade do Morumbis está temporariamente fechada para reforma, mas Yokomizo conta com outros três endereços na capital, além de delivery, por aplicativo, na região do Morumbi e da Consolação. Os pratos podem variar de acordo com a unidade. No Jardim Guedala tem almoço executivo durante a semana, com entrada, principal e sobremesa (R$ 124), que pode incluir itens como temaki de atum, yakizakana teishoku e sorvete ou fruta do dia. Vale provar o omakase (R$ 520 por pessoa), com uma seleção de especialidades que inclui entrada, sashimi, prato quente, sushis e sobremesa. Morumbi: Av. Comendador Adibo Ares 9. Seg a sex, das 12h às 15h e das 19h às 22h. Sáb e dom, das 12h às 16h e das 19h às 22h. Vila Nova Conceição: Rua Escobar Ortiz 730 (2640-4003). Seg a sex, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sáb, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Dom, das 12h às 16h e das 19h às 22h. Mais um endereço. GOYA ZUSHI Em um balcão intimista para poucos clientes, o chef Uilian Goya conduz uma das experiências de omakase mais concorridas da cidade. O endereço aposta em um menu degustação (R$ 590 por pessoa) servido exclusivamente no jantar, no qual o chef define cada etapa de acordo com a sazonalidade e a qualidade dos ingredientes disponíveis. A sequência pode chegar a 15 tempos, alternando diferentes técnicas, texturas e sabores, com destaque para pescados nobres e ingredientes especiais que variam conforme o dia. Dentre eles, o apreciado atum bluefin. A experiência é oferecida em apenas dois horários por noite: às 19h e às 21h15, com 5 minutos de tolerância. Para quem chega atrasado, depois que o chef já tiver iniciado o jantar, não dá para pedir as etapas perdidas. Jardins: Rua Artur Frazão 37 (97482-8400). Ter a sáb, das 19h às 23h. HAMATYO Referência entre os apreciadores da culinária japonesa tradicional em São Paulo, mantém proposta discreta, na qual a qualidade dos pescados fala mais alto. O restaurante funciona mediante reserva e privilegia ingredientes frescos, preparados com cortes impecáveis. Entre os destaques do cardápio estão os combinados de sashimis e sushis, além dos tirashis servidos sobre arroz temperado. O combinado de sashimi misto grande vem com 23 fatias de peixe cru variadas (R$ 350) e dá para dividir. Vale pedir também o sushi especial, com 10 peças de sushi, mais 3 tekkamaki (R$ 250). O tirashi de atum vermelho bluefin coloca em evidência a textura sedosa deste peixe, considerado um dos mais nobres de sua espécie (R$ 250). Quem gosta de variedade pode apostar no tirashi especial, com sashimi de peixes variados, ovas de ouriço e vieiras sobre arroz temperado (R$ 250). Os sushis também podem ser pedidos em duplas e a seleção de pescados e iguarias é ampla, com itens como olhete japonês (R$ 90), ovas de bacalhau (R$ 120) e ovas de ouriço (R$ 110). Pinheiros: Av. Pedroso de Moraes 393 (3813-1586). Seg a sáb, das 18h30 às 21h30 (somente com reserva). HUTO O restaurante do grupo Huto tem quatro unidades em São Paulo e segue sob o comando do chef Fábio Honda, seu fundador e proprietário. A ideia da casa é oferecer aos clientes uma experiência de alta gastronomia japonesa — a unidade de Moema chegou a receber, no passado, uma estrela do Guia Michelin. As casas abrem no jantar, com exceção da unidade Itaim, que serve também almoço de segunda a sexta, a partir das 12h. Os menus podem variar de acordo com a unidade. No endereço de Moema, o omakase huto, de 11 tempos, é uma das opções mais sofisticadas do menu (R$ 580 por pessoa). as opções à la carte são variadas e vão das duplas de sushis, como as de atum (R$ 44), de buri (R$ 36) e de vieiras (R$ 90), a criações contemporâneas reunidas no omakase de 11 tempos que leva o nome da casa (R$ 580,00). Há ainda uma boa seleção de vinhos e de saquês para acompanhar a refeição. Moema: Av. Jandira 677 (5052-6804). Seg a sáb, das 19h à meia-noite. Jardins: Rua Barão de Capanema 454 (3898-6347). Seg a qua, das 19h às 23h30. Qui a sáb, das 19h à meia-noite. Mais dois endereços. IKEMEN RAMEN Esta casa no Paraíso foca nos macarrões ensopados tradicionais japoneses, como o udon e o ramen (também chamado de lámen). Dos mesmos donos do Ikkousha Ramen, na Liberdade, o restaurante é especializado em tonkotsu, caldo de porco cozido por horas, responsável pela intensidade de sabor das massas ensopadas. O tradicional tonkotsu ramen faz sucesso com o público, que vive lotando o estabelecimento: é preparado com caldo de porco, toucinho, chashu e cebolinha (R$ 58, o simples, ou R$ 68, com ovo e lombo fatiado). O wagyu ramen é um prato premium, elaborado com caldo de boi e porco, chashu de wagyu e moyashi (a partir de R$ 76). As guiozas também são disputadas, e chegam direto da grelha (R$ 28). Depois da comilança, peça um sorvete no estilo soft cream, misto, leve e refrescante (R$ 25). Paraíso: Rua Doutor Rafael de Barros 34 (2364-2297). Seg a sex, das 11h30 às 15h e das 18h às 21h30. Sáb, das 11h30 às 15h30 e das 18h às 21h30. Dom, das 11h30 às 15h30. JOJO RAMEN Poucas casas contribuíram tanto para popularizar o ramen artesanal em São Paulo quanto esta. Fundado em 2016 por Simone Xirata, após uma extensa pesquisa em mais de cem redutos especializados no Japão e nos Estados Unidos, o restaurante ajudou a apresentar ao público paulistano um lámen preparado segundo as técnicas tradicionais, com caldo cozido por mais de 20 horas, macarrão artesanal e ingredientes selecionados. Sob a liderança de Simone e Yasmin Yonashiro, e com mentoria do ramen master Takeshi Koitani, a marca cresceu sem perder o compromisso com a autenticidade. Hoje, reúne quatro unidades, cada uma com identidade própria, da proposta mais clássica do Paraíso à inspiração em Hokkaido, na disputada casa de Pinheiros. Nesta, experimente o tradicional jojo shoyu ramen, com macarrão fino, fatias de chashu (carne suína), broto de bambu, cebolinha, alga nori e ovo (R$ 71). Vale pedir também uma porção de wonton, dumplings recheados com camarões e vieiras frescas, cozidos no vapor e servidos com óleo de pimenta (R$ 69). Paraíso: Rua Doutor Rafael de Barros 262 (3262-1654). Seg a sáb, das 12h às 15h e das 18h às 22h. Pinheiros: Rua Padre Carvalho 159. Ter a sex, das 12h às 14h30 e das 18h às 22h30. Sáb, das 12h às 15h e das 18h às 22h30. Dom, das 12h às 17h. Mais dois endereços. JUN SAKAMOTO Em seu discreto restaurante em Pinheiros, o mestre Jun Sakamoto, que ajudou a redefinir a alta gastronomia japonesa em São Paulo, conduz uma experiência que privilegia precisão técnica, sazonalidade e respeito absoluto aos ingredientes. O omakase, servido exclusivamente no jantar, é preparado diante dos clientes, e cada niguiri chega no momento exato, revelando a sutileza dos cortes e dos sabores. O menu muda diariamente de acordo com os melhores pescados disponíveis e pode incluir preparações com linguado com yuzu, pargo vermelho com umeboshi ou robalo com ponzu. Desde 2016, a casa mantém uma estrela Michelin e oferece três experiências de omakase: conduzida pelo próprio Jun Sakamoto (R$ 850), por Ryuzo Nishimura, seu braço direito na cozinha (R$ 750), ou servida nas mesas (R$ 650), sempre mediante reserva. Pinheiros: Rua Lisboa 55 (3088-6019). Seg a sáb, das 19h às 23h. KAN SUKE À frente de um pequeno balcão próximo à Avenida Paulista, o chef Keisuke Egashira conduz praticamente sozinho uma experiência que privilegia a precisão dos cortes e a qualidade dos ingredientes. Sem excessos, o endereço — detentor de uma estrela Michelin — aposta na tradição japonesa e no cuidado com cada preparo, tendo o omakase como ponto alto da casa. O tradicional menu degustação é servido em duas versões: uma dedicada aos pratos frios, com seleção de sashimis e sushis, e outra que acrescenta três preparações quentes à sequência (R$ 630 ou R$ 660, dependendo da opção). Barriga de atum, lula, pargo vermelho, garoupa e outros pescados sazonais aparecem conforme a disponibilidade do dia, sempre escolhidos para valorizar o frescor e o equilíbrio dos sabores. Embora o omakase seja o grande destaque do menu, são oferecidos combinados e opções mais acessíveis. No almoço e no jantar, há sugestões de sushis e dee sashimis (a partir de R$ 110). Como o espaço é pequeno e disputado, é recomendável fazer reserva. Paraíso: Rua Manuel da Nóbrega 76 loja 12 (3266-3819). Ter a sáb, das 11h30 às 14h e das 18h às 22h. KOSUSHI Desde 1988, o chef George Koshoji faz do lugar uma referência da culinária japonesa contemporânea em São Paulo. Formado entre Brasil e Japão, ele construiu uma cozinha que alia a precisão das técnicas tradicionais a criações delicadas e combinações de sabores que ajudaram a renovar a gastronomia japonesa no país. Hoje instalado no Itaim Bibi, com mais uma unidade na Cidade Jardim, o restaurante segue valorizando ingredientes de alta qualidade em um cardápio que reúne clássicos e receitas autorais. Entre os destaques estão o guioza de vegetais (R$ 37, quatro unidades), bom para começar. Há opções de tartare, leves e refrescantes, como o misto, que leva barriga de salmão e de atum com limão-siciliano e yuzu, mais chips de inhame (R$ 99). Na linha de sashimis especiais, o destaque vai para a versão de polvo com cebolete e pimenta dedo-de-moça, ao molho ponzu (R$ 62). A casa oferece ainda uma seleção de pratos especiais. Entre eles, o jumbo dá para dividir, com 36 peças que destacam o sabor do salmão (R$ 518). Há quase quatro décadas, o Kosushi mantém uma cozinha elegante que equilibra tradição, técnica e criatividade. Itaim Bibi: Rua Viradouro 139 (3167-7272). Seg a sex, das 12h às 15h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 19h à meia-noite. Dom, das 19h às 23h. Cidade Jardim: Av. Magalhães de Castro 12.000 Shopping Cidade Jardim (3552-7272). Seg a sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 22h. KOTORI Sob o comando do chef Thiago Bañares, tornou-se um dos restaurantes mais criativos de São Paulo ao reinterpretar a cozinha yoshoku, vertente japonesa que combina técnicas orientais a ingredientes e referências ocidentais. Com uma proposta casual chique, ambiente de arquitetura premiada e o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, a casa funciona como um laboratório gastronômico onde tradição e inovação convivem em perfeita harmonia. O cardápio reúne criações autorais, a exemplo da salada de batata com atum selado (R$ 87), do karaage de sobrecoxa servido com molho de amendoim e catchup de gochujang (R$ 66) e do pescado com beurre blanc de Shaoxing e cogumelo citrino (R$ 165). Entre os clássicos locais figuram o matambrito de porco marinado em missô envelhecido (R$ 65) e o yakimen, com macarrão tostado, sobrecoxa de frango, nirá, moyashi e molho de ostra (R$ 85). A experiência se completa com o apoio de uma carta de saquês cuidadosamente selecionados e ótimos coquetéis autorais, como o refrescante meron chu hai (R$ 39), que combina shochu de cevada, melão e soda, e o cótrico yellow lady (R$ 55), com gim, lico de laranja e yuzu. Pinheiros: Rua Cônego Eugênio Leite 639 (3891-0043). Ter a sex, das 19h às 23h. Sáb, das 12h às 16h e das 19h às 23h. KUREIJI Depois de uma temporada em Gana, na África, o chef Adriano Kanashiro retornou ao Brasil e transformou o aprendizado adquirido na sua trajetória em uma cozinha autoral que desafia fronteiras. Aqui, a tradição japonesa serve de ponto de partida para uma combinação elegante de ingredientes e técnicas brasileiras, ganenses e até coreanas, sempre guiada pela filosofia wabi-sabi, que valoriza a beleza do imperfeito. O cardápio reúne criações inventivas, como o bao de siri-mole com kimchi (R$ 38), a robata de wagyu (R$ 98, três unidades) e o carbonara udon, preparado com molho cremoso de kimchi (uma combinação coreana de vegetais fermentados e temperos),gema, bacon da casa e outro kimchi, este de quiabo desidratado (R$ 88). No balcão, Kanashiro oferece seu omakase, um passeio exclusivo por pratos, sushis, sashimis e sobremesas, de sua criação (a partir de R$ 388). No almoço, há pratos executivos acompanhados por quatro entradas, pelo preço do valor do pedido principal (a partir de R$ 62). Coquetéis autorais, saquês e vinhos naturais brasileiros acompanham as receitas criativas e ousadas. Jardins: Rua Guarará 190 (92066-1012). Ter a qui, das 12h às 15h e das 18h30 às 23h. Sex e sáb, das 12h às 15h30 e das 18h30 à 23h30. KURO Em um balcão para apenas dez pessoas, o restaurante com uma estrela Michelin transforma o omakase em uma experiência conduzida com precisão quase ritualística. Sob o comando do chef Gerard Barberan e do itamae (mestre japonês na cozinha) Henry Miyano, o menu degustação de cerca de 15 etapas (R$ 650 por pessoa) é elaborado diariamente a partir dos ingredientes mais frescos disponíveis. O percurso começa por sashimis servidos com diferentes acompanhamentos, para revelar nuances de sabor, e segue por preparações autorais, emendado por uma sequência de sushis montados com um blend exclusivo de tipos de arroz japonês, valorizando peixes da costa brasileira e cortes de atum bluefin. O jantar pode ser harmonizado com vinhos, champanhes e saquês selecionados (R$ 450 por pessoa), em uma experiência que alia técnica, elegância e atenção minuciosa aos detalhes. No andar superior funciona o diminuto Shiro Cocktail Bar, espaço minimalista, com apenas oito lugares, que oferece uma curadoria de rótulos exclusivos, selecionados diretamente no Japão. Cerqueira César: Rua Padre João Manoel 712 (91255-0906). Seg a sáb, às 19h e às 21h15. Fecha toda última segunda do mês. LAMEN ASKA Leia em Bom e barato. MAKOTO SAN Mais do que um restaurante de sushi, o Makoto San, na Vila Clementino (tradicionalmente longe do agito de outros bairros, como Pinheiros e Vila Madalena) convida o cliente a mergulhar na diversidade da gastronomia regional japonesa. A casa é comandada pelo chef Helio Makoto Yamashita, que viveu quase dez anos no Japão estudando as tradições culinárias de cidades como Kyoto, Tóquio e Osaka. Em ambiente simples e intimista, o restaurante trabalha exclusivamente com menu omakase (R$ 1.000 por pessoa), tendo o sushi como protagonista. O foco está no atum black tuna e nos peixes da estação, sempre escolhidos de acordo com o que está melhor na temporada — e sem o uso do salmão. Durante o serviço, realizado também no balcão, o chef compartilha histórias sobre os ingredientes e a cultura do meibutsu ryori, conceito que define as comidas regionais do Japão, transformando a refeição em uma verdadeira experiência de hospitalidade nipônica. É importante fazer reserva e, principalmente, ser pontual: a tolerância para atraso é de apenas 5 minutos. Vila Clementino: Rua Leandro Dupré 108 (97231-7401). Ter a sáb, das 19h às 23h. MAZA Aqui a tradição é preservada com contornos contemporâneos, sem abrir mão do rigor técnico. No balcão de apenas sete lugares, o chef Willian Seiji Enokizono conduz a estrela da casa, o omakase de cerca de 14 etapas (R$ 590), em que peixes cuidadosamente selecionados revelam sabores e texturas intensos e surpreendentes. Dentre as criações do chef estão o sushi de pargo com manteiga de katsuobushi (flocos de bonito seco) e flor de sal, além de preparações com bluefin, enguia e vieiras. Nas mesas, é possível pedir o menu Shinrai, com sete tempos escolhidos pelo chef (R$ 385). O cardápio à la carte também evidencia a proposta local, com sushis, sashimis e entradas de inspiração moderna, a exemplo do tempurá de shissô com tartare de atum spicy (R$ 25). A carta de saquês acompanha a mesma preocupação com qualidade e está em constante renovação. Durante a semana, há almoço executivo em formatos variados: o mais em conta inclui prato principal e sobremesa (R$ 98). Quem não dispensa a entrada paga R$ 113. Itaim Bibi: Rua Manuel Guedes 243 (99506-2050). Seg a qui, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sex, das 12h às 15h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 12h às 15h30 e das 19h à meia-noite. MIYABI A chef Rhaiza Zanetti transforma a alta gastronomia japonesa em uma experiência sensorial marcada por técnica, delicadeza e apuro estético. Em ambiente intimista, o restaurante apresenta um omakase de inspiração kaiseki (R$ 700) — o tradicional banquete japonês — estruturado de acordo com os ingredientes mais frescos de cada estação. Ao longo de 12 etapas, pequenos pratos revelam diferentes técnicas de preparo e combinam ingredientes brasileiros e japoneses em criações surpreendentes como o tofu produzido diariamente na casa, servido com caranguejo e glace de caju, o mexilhão recheado com mochi e karê e o usuzukuri de garoupa com ponzu de jabuticaba. O menu pode ser harmonizado com saquês selecionados pela especialista Lucimara Yayoi Maruyama (R$ 330). Primeiro restaurante japonês totalmente livre de glúten de São Paulo, o lugar também reproduz o conceito japonês de omotenashi, hospitalidade genuína, em um serviço atento e elegante. Pinheiros: Rua Marcos Azevedo 86 (99600-7782). Ter a sáb, das 19h às 23h. MURAKAMI À frente do negócio que leva seu sobrenome, o espirituoso chef Tsuyoshi Murakami pratica uma cozinha autoral em constante transformação, construída a partir dos melhores ingredientes disponíveis a cada dia. Detentor de uma estrela Michelin pelo terceiro ano consecutivo, o restaurante trabalha com um menu que traduz o encontro entre a tradição japonesa e uma interpretação contemporânea. À noite, são oferecidas duas experiências mediante reserva: a murakami, omakase de dez etapas, entre pratos quentes e frios (R$ 780 por pessoa), e a sushi, que reúne três zensais (sopas à base de feijão azuki), 12 niguiris (sushis) servidos um a um, hand roll, tempurá e um prato quente (R$ 1.080 por pessoa). No almoço, funcionam o menu à la carte e lunch sets, combos que podem incluir entrada do dia, crudo, seleção de sushi e makimono, proteína (grelhada ou frita), gohan e missoshiro (R$ 160). Há opções classudas de belisquetes, como o truffled mushroom, mix de cogumelos do dia selados na manteiga de trufas brancas italiana (R$ 46), e uma seleção de temakis, do maguro crispy — atum com crocantes de tempurá (R$ 36) — ao uni, de ouriço do mar (R$ 120). Jardins: Alameda Lorena 1186 (3064-8868). Seg a sáb, das 12h às 15h e das 19h às 23h30. OIZUMI SUSHI Premiado com uma estrela Michelin, o lugar defende a tradição japonesa da maturação de pescados. Em um ambiente intimista, o chef Danilo Maciel conduz um omakase de 16 etapas, inspirado nas técnicas de ikejime e jukusei, que buscam revelar novas camadas de sabor e umami por meio do envelhecimento controlado dos peixes. O percurso reúne pescados maturados, frutos do mar e iguarias, selecionados de acordo com o que há de melhor no dia, sempre harmonizados com shari (o arroz japonês) preparado com seleção exclusiva e vinagre artesanal. A experiência é oferecida no almoço (R$ 600 por pessoa) e no jantar (R$ 750 por pessoa). A carta de saquês premium completa a proposta local, que recebe até 12 convidados por sessão para garantir uma experiência personalizada. É recomendado fazer reserva. Brooklin: Rua Califórnia 785 (93724-5388). Seg e ter, das 19h às 22h. Qua a sáb, das 12h30 às 15h e das 19h às 22h. SHIN-ZUSHI Há mais de quatro décadas, o endereço preserva uma das tradições mais sólidas da gastronomia japonesa em São Paulo. Fundado em 1981 pelo chef Shinji Mizumoto, hoje é conduzido pelos irmãos Ken e Nobuyuki Mizumoto, que mantêm o caráter familiar da casa e o compromisso com a cozinha japonesa clássica. Recomendado pelo Guia Michelin 2026, o restaurante oferece um omakase servido exclusivamente no balcão, com cerca de 15 etapas (R$ 760 por pessoa), elaborado diariamente a partir dos pescados mais frescos da estação. Em clima acolhedor e tradicional, a sequência combina sashimis, pratos quentes, sushis e sobremesa, podendo incluir harmonizações delicadas, como a ostra com carapau, peixe de sabor reconhecido. Nas mesas, o serviço é exclusivamente à la carte, com opções acessíveis, como os udons, mantendo a fidelidade às receitas tradicionais japonesas. O udon de missô apimentado é delicioso: vem com macarrão, tofu frito, peixe e ovo (R$ 95). Paraíso: Rua Afonso de Freitas 169 (3889-8725). Ter a sáb, das 11h30 às 14h e das 18h às 22h. Dom, das 12h às 15h (fecha no terceiro domingo do mês). SUSHIGUEN Fundado na década de 1970, é um dos grandes guardiões da culinária japonesa tradicional em São Paulo. À frente da casa criada por Mitsuaki Shimizu, os irmãos Takeshi e Hideto mantêm viva uma trajetória marcada pelo rigor técnico, pelo respeito aos ingredientes e pela fidelidade às receitas clássicas, reconhecimento que levou o restaurante a integrar, pelo segundo ano consecutivo, a cobiçada La Liste 2026, entre as mil melhores cozinhas do mundo. O cardápio reúne especialidades que atravessam gerações, como o tradicional tirashizushi, o “sushi desconstruído”, servido em diferentes versões, do simples, com peixes variados e camarão (R$ 95), ao superespecial (R$ 324), com os melhores cortes do dia, selecionados pelo chef. A casa reúne ainda combinados que podem variar de acordo com a disponibilidade dos ingredientes. O sushi simples vem com 8 niguiris de peixes frescos sortidose 3 kappamakis (R$ 89), e serve bem uma pessoa. Para os que amam tempurá, o sushiguen oferece vários tipos, pedidos por unidade. A lista vai dos tradicionais legumes, como berinjela (R$ 9), cenoura (R$ 9) ou milho-doce (R$ 13), a iguarias, como ostra e shissô (R$ 18). Cada bocado reflete a técnica que, há cinco décadas, faz do Sushiguen uma referência da gastronomia japonesa paulistana. Paraíso: Rua Manuel da Nóbrega 76, loja 13, Edifício Barão de Ouro Branco (5461-0787). Seg a qui, das 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h. Sex e sáb, das 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h30. SUSHI VAZ O irrequieto chef cuiabano Wdson Duarte Vaz imprime estilo que alia técnica refinada, ingredientes de alta qualidade e atmosfera descomplicada em seu reduto. O omakase de 16 etapas (R$ 590), o carro-chefe, muda de acordo com a sazonalidade, reunindo peixes e frutos do mar selecionados, que podem ir do atum bluefin à popular manjubinha, servido no pequeno balcão, de apenas oito lugares, que proporciona uma experiência aconchegante. O almoço também atrai pela seleção de menus executivos, como o setto 1, com nove peças de sushi e hossomaki, envolvido por alga nori (R$ 120). Para encerrar, o delicado pudim de matchá, o chá-verde japonês, (R$ 50), virou um clássicolocal. A proposta do chef se estende ao recém-inaugurado (e diminuto) Vaz Nori, dedicado aos hand rolls preparados com o mesmo cuidado na escolha dos ingredientes (a partir de R$ 18 a unidade), em sabores que podem incluir os de vieira e uni (R$ 60) e o de wagyu A5 (R$ 75). Jardim Paulista (Sushi Vaz): Alameda Santos 2528 (94577-9002). Ter a sex, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sáb, das 12h às 16h. Dom, das 13h às 17h. Jardim Paulista (Vaz Nori): Rua Augusta 2542. Ter, das 18h às 23h. Qua e qui, das 12h às 15h e das 18h às 23h. Sex e sáb, das 12h às 16h e das 18h às 23h. Dom, das 12h às 17h.
Os melhores restaurantes japoneses de São Paulo de 2026 pelo Guia SP Gastronomia
Uma lista de casas que valem a pena conhecer
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