Liguei a televisão. Mais um atropelamento com motorista alcoolizado. Me entristeci. Abri meu email. Um homem de 42 anos que perdeu o pai para o alcoolismo havia me escrito uma carta triste. Fiquei pensando naquela dor, tanto a das pessoas envolvidas no atropelamento quanto a do leitor que me mandou a carta. A carta era longa, sofrida. Mas o que fazer nesses casos?
Não tenho grandes conselhos a dar, apenas a minha própria experiência. É uma pena que nem todo mundo enxerga o alcoolismo como algo maléfico, ainda que a OMS já o tenha identificado como doença. Quem bebe em grandes quantidades nem sempre é necessariamente alcoólatra, mas com certeza tem uma relação profundamente problemática com a bebida.
Recentemente, no trabalho, recebi imagens de uma funcionária completamente alcoolizada. No meu tempo, as redes sociais eram muito pouco usadas, para a minha sorte. Já trabalhei bebendo, já dirigi alcoolizada, mas isso faz parte do passado. Não há nenhum registro dos meus estragos. Sorte? Não sei. Talvez as mensagens vistas nos dias seguintes tivessem me ajudado a enxergar, com mais clareza, os males que eu causava.
"Um homem de 42 anos que perdeu o pai para o alcoolismo havia me escrito uma carta triste. Fiquei pensando naquela dor" - Arte Folha/Gerado por IA









