6 de setembro de 2020
Leandro: "Colocamos a bomba de morfina. Suspendemos a diálise. Agora é esperar a natureza e seu curso natural. Aquele livro ajudou taaanto.
Estou bem, de modo geral. É tudo muito confuso. Logo cedo ele falou pra minha mãe que precisava falar comigo e pedir desculpas pela forma como me tratou e pelas coisas que me disse quando soube que eu era gay. Que ele se arrepende muito e que me ama e ama meu marido e que nossa vida é maravilhosa e eu sou uma pessoa maravilhosa e um ótimo filho."
Cynthia: "Estou com os olhos cheios de água, mas com o coração quentinho.
Apesar de tudo, a doença é uma oportunidade. De concluir sentimentos e etapas, de despedida. Muita gente pensa que quer partir sem sofrer, sem dor, sem aviso prévio, mas é uma chance que temos de viver —ainda e por quanto tempo tiver que ser. Estou com vocês em pensamento. Fico muito feliz que seu pai tenha tanto amor pra te dar e sei que esse amor reverbera pelo resto da sua vida. No fim das contas, é tudo sobre isso. É sobre o amor."






