Integrante do grupo palestino pede que Washington e mediadores impeçam o governo israelense de bloquear a segunda fase do plano de paz 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu é recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca em abril de 2025 — Foto: Eric Lee/NYT O Hamas pediu neste domingo que os Estados Unidos pressionem Israel a avançar para a próxima fase do plano de paz para a Faixa de Gaza, depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterar sua rejeição ao acordo. A cobrança foi feita por Basem Naim, integrante do birô político do grupo palestino, em declaração à AFP. — Esperamos que os mediadores e o garantidor americano pressionem Netanyahu e seu governo para que cumpram o roteiro e não obstruam o processo por razões políticas internas e eleitorais — afirmou Naim. Disputa sobre a segunda fase A nova declaração ocorre um dia depois de o Hamas afirmar que continua disposto a implementar a segunda etapa do plano respaldado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo condiciona o avanço à aprovação de Israel e ao início da implementação do acordo por parte do governo israelense. A segunda fase prevê, entre outros pontos, que o Hamas e outras facções palestinas entreguem suas armas a um comitê de governo palestino em Gaza. O plano também estabelece uma retirada gradual das forças israelenses de grande parte do território. Guerra entre Israel e Hamas: na Faixa de Gaza, conflito mata e afeta crianças 1 de 8 Mulher palestina carrega criança no colo em meio aos escombros na Faixa de Gaza — Foto: Said Khatib/AFP 2 de 8 Crianças palestinas buscam água em campos de fornecimento na Faixa de Gaza — Foto: Mohammed Abed/AFP X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Crianças e adolescentes palestinos após ataques aéreos de Israel à Faixa de Gaza — Foto: Said Khatib/AFP 4 de 8 Carro com crianças em meio aos destroços na Faixa de Gaza — Foto: Said Khatib/AFP X de 8 Publicidade 5 de 8 Pai palestino com seus filhos em destroços na Faixa de Gaza, após bombardeio de Israel — Foto: Said Khatib/AFP 6 de 8 Com guerra entre Israel e Hamas, famílias palestinas estão sem fornecimento de água, luz ou alimentos; na foto, criança busca garrafas de água — Foto: Mohammed Abed/AFP X de 8 Publicidade 7 de 8 Crianças palestinas em ponto de distribuição de água na Faixa de Gaza, durante guerra entre Israel e Hamas — Foto: Mohammed Abed/AFP 8 de 8 Família palestina espera por atendimento em hospital na Faixa de Gaza — Foto: Said Khatib/AFP X de 8 Publicidade A Palestina anunciou que metade das vítimas dos bombardeios na Faixa de Gaza é composta por mulheres e crianças. Netanyahu, no entanto, afirmou nesta semana que Israel não havia aceitado o texto apresentado pelo Conselho de Paz. Após uma reunião com o representante do órgão, Nickolay Mladenov, a posição israelense também passou a enfatizar que uma retirada de Gaza ocorreria somente após o desarmamento completo do Hamas. Enquanto as negociações permanecem travadas, a violência no território não cessou completamente. O hospital Nasser, em Khan Yunis, informou neste sábado que três pessoas ficaram feridas por disparos israelenses. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, 1.257 palestinos morreram desde o cessar-fogo respaldado por Trump em outubro do ano passado. No mesmo período, o Exército israelense registrou cinco militares mortos.