O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que as tropas de Israel não deixarão o território palestino até que o Hamas esteja “verdadeiramente desarmado”. “Israel rejeita o documento de 15 pontos”, afirmou o primeiro-ministro, segundo a agência de notícias AFP. Netanyahu acrescentou que o Exército israelense “não fará nenhuma retirada” de Gaza enquanto não houver o desarmamento do Hamas. A posição coloca um obstáculo ao avanço da segunda fase do plano de paz elaborado pelo governo Trump. O roteiro previa uma série de medidas para avançar na estabilização e reconstrução de Gaza, mas o desarmamento do Hamas permanece como um dos principais pontos de divergência entre Israel e o grupo palestino. A posição de Netanyahu, porém, indica que Israel considera insuficientes os termos atualmente apresentados. Netanyahu faz nova ameaça ao Irã Benjamin Netanyahu em 2 de setembro de 2024 — Foto: Ohad Zwigenberg / Pool / AFP Durante a mesma reunião de gabinete, Netanyahu também afirmou que Israel continuará impedindo que o Irã obtenha armas nucleares, independentemente do andamento das negociações diplomáticas entre Teerã e Washington. “Quero enfatizar mais uma vez: com ou sem acordo, enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não terá armas nucleares”, declarou. A fala ocorre em meio a uma nova escalada de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Antes do bloqueio promovido pelo Irã em resposta aos ataques americanos e israelenses, cerca de um quinto das remessas globais desses produtos passava pela região, segundo a Reuters. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã também exige compensações dos Estados Unidos pelos ataques sofridos, além do fim de ameaças e sanções contra o país. A Reuters informou ainda que os houthis, aliados do Irã no Iêmen, reivindicaram um ataque contra uma refinaria da Saudi Aramco em Jazan, na Arábia Saudita. O Ministério da Energia saudita confirmou que houve um incêndio na instalação, posteriormente controlado, mas não informou a causa.