O governo israelense rejeitou um plano de 15 pontos apoiado pelo governo Donald Trump que visa desarmar o grupo terrorista Hamas na Faixa Gaza, afirmou neste domingo (9) o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
O presidente Trump anunciou o acordo entre seu Conselho da Paz e o Hamas no fim do mês passado, classificando-o como um grande avanço. O gabinete de Netanyahu havia manifestado ressalvas, afirmando que a proposta "não reflete as posições de Israel", mas sem chegar a rejeitá-la abertamente.
O primeiro-ministo de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em um evento na Flórida - Jonathan Ernst - 29.dez.25/Reuters
A proposta apoiada pelos Estados Unidos prevê um processo gradual, no qual o Hamas entregaria suas armas, em etapas, a uma nova administração palestina em Gaza. Em troca, Israel se retiraria gradualmente de mais da metade de Gaza que ainda controla.
Neste domingo, Netanyahu rejeitou publicamente o plano, afirmando que as forças israelenses "não realizariam nenhuma retirada até que o Hamas fosse desarmado". Foi um raro rompimento público com Trump, com quem Netanyahu mantém uma parceria vertiginosa e muitas vezes imprevisível.














