O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, rejeitou nesta terça-feira (4) o recente acordo com o Hamas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que Israel não recuará de suas posições em Gaza até que o grupo terrorista esteja totalmente desarmado.

O americano havia anunciado na semana passada que o Conselho da Paz, grupo criado por ele para negociar um acordo definitivo ao fim do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, havia chegado a um acordo para desarmamento da facção palestina.

As novas declarações de Netanyahu, no entanto, suscitam novas dúvidas sobre o avanço anunciado por Trump. O acordo previa que o Hamas iniciasse o desarmamento e que Israel suspendesse os ataques e começasse a retirar-se dos cerca de 60% do território de Gaza que controla atualmente.

Autoridades do Hamas, sob condição de anonimato, confirmaram na semana passada à agência de notícias AFP que o acordo havia sido concluído. Eles disseram que apenas o comitê tecnocrático que governará Gaza teria autoridade para contabilizar e apreender as armas do grupo. O Hamas aceitou o desarmamento, condicionando-o à saída das forças do Estado judeu de Gaza.

Nesta terça, porém, Netanyahu reiterou sua posição de que o desarmamento deve ocorrer primeiro, antes de qualquer remoção de tropas. Ele afirmou que as forças israelenses continuarão a "fazer o que for necessário para proteger a si mesmas, nosso território e nossos cidadãos".