O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou neste domingo 9 o plano para Gaza apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que suas tropas não deixarão o território palestino até que o movimento islamista Hamas esteja “realmente desarmado”.

“Israel rejeita o documento de 15 pontos. As FDI (Forças de Defesa de Israel) não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas esteja efetivamente desarmado e continuarão neutralizando as ameaças contra nossas forças e nossos cidadãos”, declarou Netanyahu durante uma reunião de gabinete.

O documento, etapa final de um cessar-fogo impulsionado pelos Estados Unidos e anunciado em outubro, que reduziu, mas não encerrou as operações israelenses em Gaza, prevê que o Hamas entregue suas armas a uma autoridade palestina ainda incipiente encarregada de governar o território.

O plano estabelecia que Israel começaria a retirar suas forças em paralelo ao desarmamento, ideia rejeitada de forma categórica pelos israelenses, que também exigem que o Hamas destrua suas armas.

Após se reunir com Netanyahu na semana passada, o Conselho de Paz, organismo idealizado por Trump para implementar o acordo, recuou e afirmou que Israel só teria de se retirar depois de um desarmamento “completo”.