Meu pai norteou as minhas escolhas. Um homem feminista na década de 1970, quando nasci. Nunca teve um projeto para mim, apenas quis que eu fosse uma mulher realizada; ele estava ali para me ajudar. Incentivou-me nos estudos e sempre acreditou em mim. Aproveitava cada minuto para me mostrar aquilo a que achava que eu não prestava atenção: mostrava as artes, as músicas, a natureza, o canto dos pássaros, a praia. Ensinou-me que a maldade existe, mas que eu era forte e preparada para enfrentar tudo mesmo quando ele não estivesse mais aqui.

Taís Sica da Rocha (Porto Alegre, RS)

Meu pai foi exemplo de dedicação, trabalho, inteligência e a busca pela realização na vida. Sua origem espanhola não permitia momentos frequentes de carinho ou partilha, mas por seu exemplo aprendi o valor do suor para conquistar algo. Sempre incentivou a educação, algo a que não teve acesso.

Adilson Gonçalves (Campinas, SP)

elação entre pais e filhos gera debate entre aqueles que tiveram ou não a presença paterna em suas vidas - Ruslan Galiullin /Adobe Stock