Boulos afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuava para blindar os filhos de investigações, enquanto Lula permite as apurações da Polícia Federal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência — Foto: Lula Marques/Agência Brasil O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou hoje que a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem "autoridade moral" para atacar o candidato à reeleição pelas suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do chefe do Executivo. Segundo o auxiliar de Lula, o caso serve para ilustrar diferenças entre o petista e Jair Bolsonaro, pai do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. Boulos afirmou que o ex-presidente atuava para blindar os filhos de investigações, enquanto Lula permite as apurações da Polícia Federal (PF). Leia mais "A oposição não tem autoridade moral para dizer um 'a' sobre esse caso", disse Boulos a jornalistas nesta sexta-feiraapós participar, na capital paulista, de um encontro com representantes de centrais sindicais e movimentos populares para discutir mobilizações em favor da aprovação do fim da escala 6x1. O ministro lembrou a declaração de Lula de que o filho terá que pagar se for culpado, como "todo mundo tem que pagar quando erra". Segundo Boulos, "as investigações não recuaram um passo porque chegaram ao filho do presidente da República", ao contrário do ocorrido no governo Bolsonaro, com investigações sobre Flávio. "Essa é a diferença. Esses caras acham que têm moral para falar alguma coisa? A diferença é que o lado de cá investiga doa a quem doer", disse, mencionando autonomia dada à PF, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Judiciário. "O lado de lá, quando chegou no seu Flávio Bolsonaro, demitiu todo mundo para passar pano. Essa é a diferença. Que a investigação seja feita, com presunção de inocência, e quem tiver algo a responder responde." Boulos também cobrou explicações de Flávio sobre suspeitas envolvendo o candidato a vice-presidente na chapa do PL, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O ministro classificou a aliança como "um casamento perfeito da rachadinha com o orçamento secreto", em alusão a investigações envolvendo ambos. "Todo o mundo tem presunção de inocência. Vale para um lado e vale para o outro. Mas ele [Gaspar] tem que se explicar", prosseguiu, qualificando como "acusação gravíssima" o pedido de investigação do candidato a vice por suspeita de estupro de vulnerável. Gaspar nega ter cometido o crime. O ministro disse que o deputado alagoano foi "o que sobrou" de opção para Flávio, após o senador fracassar nas tentativas de se coligar com outros partidos e de atrair nomes de peso para a vaga de vice. Boulos apontou ainda a necessidade de Flávio dar esclarecimentos sobre as acusações contra si próprio. O ministro disse que o senador não "respondeu ao povo brasileiro" sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nem apresentou a prestação de contas do filme "Dark Horse". "Para o Flávio Bolsonaro, isso não é inédito. Ele não tem trajetória política, não tem biografia. Ele tem ficha corrida. Ele tem uma 'capivara' tremenda que ele carrega com ele. E vai ter que responder isso ao longo das eleições", afirmou.
Boulos diz que 'oposição não tem autoridade moral' para atacar Lula por caso Lulinha
Boulos afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuava para blindar os filhos de investigações, enquanto Lula permite as apurações da Polícia Federal













