Pela quarta vez consecutiva, o Conselho de Política Monetária do Banco Central anunciou uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano. O novo recuo, decidido de forma unânime, consolidou um dos ciclos mais suaves de queda promovidos pelo BC desde a criação do sistema de metas para a inflação, em 1999.
No comunicado à imprensa, o colegiado não antecipou seus próximos passos e voltou a dizer que o tamanho total do ciclo será estabelecido “à luz de novas informações”, diante dos riscos associados à evolução dos preços. “O comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria, o Copom certou ao reduzir a taxa Selic, mas o corte não é suficiente para aliviar os desafios do setor produtivo. “Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban, lembrando que o atual patamar compromete a renda das famílias.












