A aposta de que o Copom (Comitê de Política Monetária) continuará reduzindo os juros nesta quarta-feira (5) se consolidou entre os economistas. Depois que os indicadores mostraram recuo da inflação e moderação da atividade econômica, o mercado financeiro passou a dar como certo outro corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica (Selic), para 14% ao ano.
A aposta nesse percentual para os juros foi unânime entre 30 instituições consultadas pela Bloomberg.
A evolução favorável do cenário econômico também fez perder força a expectativa de que essa queda seja a última antes de uma pausa no ciclo de redução da Selic. Mas, quanto aos próximos passos do Banco Central, a convicção é menor entre os analistas, que veem a questão fiscal como principal obstáculo para as futuras decisões do colegiado.
Os economistas ouvidos pela Folha dizem também esperar ajustes na comunicação do Copom após ruídos provocados no encontro anterior, em junho. Na ocasião, a linguagem utilizada pelo colegiado foi considerada confusa pelos especialistas e gerou desconfiança.
Tony Volpon, ex-diretor do BC e professor adjunto da Universidade Georgetown, é um dos agentes que vê necessidade de um comunicado mais simples. Na visão dele, em junho, o Copom criou um "espantalho" com simulações alternativas e gerou polêmica com uma aparente incongruência entre o diagnóstico feito e a decisão de cortar os juros.














