A relação diplomática entre Estados Unidos e Brasil despencou nesta terça-feira (4) a um nível sem precedentes: o governo Trump anunciou a revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti, na prática impossibilitando que a diplomata desempenhe suas funções normalmente.
A gestão de Donald Trump afirmou tê-lo feito em retaliação à demora do Brasil de conceder aval para que Daniel Perez assuma suas funções como novo embaixador dos EUA em Brasília. A medida, entretanto, também vem cerca de dez dias depois de o Itamaraty negar o visto a funcionários americanos que viriam ao país questionar as eleições.
Um porta-voz do Departamento de Estado disse que a revogação do visto de Viotti será cancelada se o Brasil conceder o aval para o indicado americano —um procedimento conhecido no jargão diplomático como agrément. O governo Lula ainda não havia se pronunciado a respeito dessa aprovação.
Entretanto, de maneira pouco clara, o porta-voz disse que Viotti não será expulsa dos EUA —ela permanecerá no país sem visto válido, o que, na prática, impede que a diplomata cumpra suas funções. Tradicionalmente, a revogação do visto é tratada pelas autoridades americanas como medida acessória à declaração de persona non grata, e não como instrumento autônomo.












