Medida foi interpretada como novo episódio da escalada da crise entre o Brasil e os Estados Unidos, também aprofundada pelo novo tarifaço 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Lula, do Brasil — Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP A decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da Embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, repercutiu em veículos da imprensa internacional desde que foi anunciada. A medida aplicada pela gestão de Donald Trump veio após o governo brasileiro, segundo o Departamento de Estado americano, criar obstáculos para a indicação de Daniel Perez, escolhido pelos EUA para assumir as funções de embaixador em Brasília. Em resposta, o Planalto classificou como "falsas" as justificativas apresentadas e atribuiu o ato a um “interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”. Após o anúncio, o New York Times elencou o caso como "o mais recente episódio de divergência entre dois governos que passaram o último ano oscilando entre o confronto e a distensão". O jornal também destacou que, no Brasil, a reação americana foi interpretada como "uma grave desfeita diplomática que agravou as relações já desgastadas entre as duas nações". O jornal americano New York Times dá destaque à deterioração da relação entre os EUA e o Brasil ao noticiar a revogação do visto da embaixadora — Foto: Reprodução O Wall Street Journal também destacou a "deterioração" das relações entre os dois governos. "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Washington de interferir nas próximas eleições do país, em outubro, enquanto o governo Trump argumenta que as autoridades brasileiras têm visado injustamente conservadores e restringido a liberdade de expressão", disse o veículo. O site da rede americana de televisão NBC News, por sua vez, destacou que "a troca de retaliações tem acontecido pelo menos desde março, quando o Brasil negou vistos a uma delegação dos EUA que viajava para um fórum sobre mineiras críticos". O veículo também destaca que o governo brasileiro negou a entrada de dois funcionários americanos, acusando-os de "conspirar para interferir no processo eleitoral brasileiro". Site da NBC News também lista outros episódios de trocas de farpas farpas e retaliações entre os dois países — Foto: Reprodução Já o britânico Financial Times pontuou que a crise entre os dois governos "eclodiu há mais de um ano, quando Trump impôs tarifas de 50% ao Brasil em uma tentativa fracassada de fazer com que as acusações de conspiração golpista contra Jair Bolsonaro fossem retiradas". Também do Reino Unido, o The Guardian destacou que Lula "fez da soberania nacional um tema central de sua campanha", enquanto "Trump interveio repetidamente em disputas políticas na América Latina". Dentro do governo brasileiro, aliados do presidente consideram que o episódio representa uma nova tentativa americana de criar um fato político para interferir na eleição presidencial. Integrantes do Itamaraty também avaliam que a decisão do governo Trump é uma retaliação política e se soma a outras medidas que buscam gerar prejuízos à gestão Lula, como o novo tarifaço aplicado a produtos brasileiros. Por outro lado, interlocutores da campanha de reeleição do petista consideram que o episódio dá munição para novos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-o de atuar contra os interesses do povo brasileiro e como uma ameaça à soberania nacional.
'Troca de retaliações': Revogação de visto de embaixadora brasileira pelo governo Trump repercurte na imprensa internacional
Medida foi interpretada como novo episódio da escalada da crise entre o Brasil e os Estados Unidos, também aprofundada pelo novo tarifaço











