Medida é uma resposta à decisão do governo brasileiro de negar vistos a diplomatas americanos e à demora do Brasil em aprovar o indicado de Trump para o cargo de embaixador em Brasília 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Maria Luiza Ribeiro Viotti, diplomata brasileira — Foto: divulgação Os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em retaliação à decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar, no mês passado, vistos a dois diplomatas americanos que pretendiam visitar o país antes das próximas eleições, assim como à demora do Brasil em aprovar o indicado de Donald Trump para o cargo de embaixador em Brasília. O Departamento de Estado afirmou que a decisão foi uma resposta recíproca às ações do Brasil e que a medida havia sido adiada várias vezes para dar a Lula a oportunidade de recuar, o que o presidente brasileiro não fez. As autoridades americanas afirmaram, no entanto, que a revogação poderá ser rapidamente revertida caso o Brasil tome as medidas apropriadas e aceite a escolha de Trump para a embaixada. "Reciprocidade é a regra do jogo", disse uma autoridade do Departamento de Estado à agência Associated Press. O visto da embaixadora brasileira será restabelecida caso a situação seja resolvida, disse um funcionário do Departamento de Estado, que falou com jornalistas sob a condição de anonimato. A revogação visto de Viotti não significa a expulsão da diplomata, segundo o governo americano. Ela poderá permanecer no país, mas sem um visto válido. Ainda de acordo com o Departamento de Estado, Viotti poderá retomar suas funções oficiais se o governo brasileiro aceitar a escolha de Daniel Perez, ex-presidente da Câmara dos Deputados da Flórida, para ser embaixador dos EUA em Brasília. Mas a autoridade americana afirmou que os indícios são de que o governo Lula não fará isso antes das eleições de outubro. Além de protelar a aprovação de Perez, o Itamaraty negou, no mês passado, vistos a Riley Barnes, secretário-adjunto de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e a um de seus principais assessores, Samuel Samson, após o jornal The Washington Post noticiar que os dois viriam ao país para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. O Departamento de Estado negou as acusações e afirmou que os dois planejavam ir a Brasília entre 27 e 30 de julho para se reunir com autoridades do governo, líderes religiosos e outras pessoas para tratar de “integridade eleitoral”, liberdade religiosa e liberdade de expressão.
EUA revogam visto da embaixadora brasileira em Washington
Medida é uma resposta à decisão do governo brasileiro de negar vistos a diplomatas americanos e à demora do Brasil em aprovar o indicado de Trump para o cargo de embaixador em Brasília










