Após reação da Uefa, países da América do Norte, Central e Caribe discutem revogar cartas de apoio ao presidente da Fifa; decisão pode ampliar crise política na entidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gianni Infantino: presidente da Fifa diz que Mundial de Clubes gerou mais de R$ 10 bilhões — Foto: Juan Mabromata / AFP A pressão sobre Gianni Infantino pela presidência da Fifa continua a se expandir. Depois de federações europeias retirarem apoio à tentativa de reeleição do dirigente suíço, integrantes da Concacaf, confederação que reúne 41 associações da América do Norte, América Central e Caribe, passaram a discutir a revogação das cartas de apoio enviadas antes da Copa do Mundo de 2026. Segundo o jornal britânico The Guardian, o tema foi debatido em uma reunião de emergência realizada na última sexta-feira. Durante o encontro, diversas federações manifestaram a intenção de retirar o respaldo a Infantino, e há relatos de que algumas já teriam comunicado a decisão de forma reservada. O movimento representa um novo revés para o presidente da Fifa, que enfrenta a maior crise política desde que assumiu o comando da entidade, em 2016. A insatisfação ganhou força após o fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que administraria os direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições e que previa a venda de uma participação a investidores privados. A proposta foi abandonada após forte oposição das confederações continentais, lideradas pela Uefa. De acordo com o The Guardian, existe um alinhamento crescente entre dirigentes da Concacaf e da Uefa, que lidera a articulação internacional para enfraquecer a candidatura de Infantino a um novo mandato. Caso as federações americanas confirmem a retirada do apoio, o presidente da Fifa perderá respaldo em duas das principais confederações do futebol mundial. A decisão, entretanto, envolve questões políticas delicadas. Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica apresentaram uma candidatura conjunta para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2031, cuja escolha dependerá de aprovação da Fifa em uma assembleia extraordinária prevista para novembro. Nos bastidores, algumas associações temem que um rompimento público com Infantino possa afetar o processo. Outro fator que aumenta a expectativa é a situação do presidente da Concacaf, Victor Montagliani. O dirigente canadense aparece entre os nomes cotados para disputar a presidência da Fifa nas eleições marcadas para março de 2027, embora ainda não tenha confirmado se será candidato. Enquanto isso, o cenário permanece dividido na Ásia. Países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Sri Lanka, Líbano, Kuwait e Butão já declararam apoio à permanência de Infantino. Outras federações, incluindo a Arábia Saudita, evitam se posicionar publicamente, enquanto a UEFA tenta ampliar a coalizão internacional favorável à realização de uma disputa eleitoral pela presidência da entidade.
Novo capítulo da crise na Fifa: pressão sobre Infantino cresce, e federações das Américas ameaçam abandonar presidente
Após reação da Uefa, países da América do Norte, Central e Caribe discutem revogar cartas de apoio ao presidente da Fifa; decisão pode ampliar crise política na entidade
















