O futuro de Gianni Infantino como presidente da entidade que comanda o futebol mundial está em séria dúvida depois que ele abandonou um plano polêmico de criar uma nova entidade comercial a partir da Fifa e vender uma participação a investidores.

Infantino, que lidera a organização sem fins lucrativos com sede na Suíça há uma década, anunciou que estava descartando o esquema de investimento na noite de sexta-feira (31), dizendo que ele havia "criado divisões" dentro do futebol que minavam os objetivos do plano.

Esse recuo veio após dias de críticas intensas, com 55 países europeus prometendo boicotar todas as competições da Fifa até que o plano fosse abandonado.

Mas, embora a reviravolta possa aliviar parte da tensão da situação, ela deixou Infantino sob pressão. "Ele tem que sair. Chega", disse um alto dirigente do futebol.

A Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, disse no sábado que havia "perdido a confiança" na atual liderança da Fifa, acrescentando: "Devemos identificar os responsáveis e responsabilizá-los".