Recuo do presidente da entidade não encerrou a crise, e confederações articulam mudanças para impedir que proposta semelhante volte a ser apresentada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Fifa, Gianni Infantino, no jogo entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles, na primeira rodada da Copa do Mundo — Foto: Frederic J. Brown / AFP A Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) pediu, neste sábado, uma "revisão integral" da liderança de Gianni Infantino na Fifa, apesar de a entidade que rege o futebol mundial ter desistido do polêmico plano de abrir as competições internacionais a investidores privados. A Concacaf foi uma das confederações, ao lado da poderosa Uefa, da Europa, que se opuseram à iniciativa de Infantino de criar uma sociedade, a Fifa Forward Enterprise (FFE), aberta a capital privado e encarregada de gerir as atividades comerciais e de eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. "Uma proposta desta magnitude não chega a essa etapa por acidente. É o reflexo de uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar. Este recente ato unilateral e flagrante de governança e liderança deficientes responde a um padrão de erros e condutas similares", escreveu a Concacaf em comunicado. "Chegou o momento de fazer uma revisão integral desta liderança", acrescentou a entidade, sem mencionar diretamente o nome do presidente da Fifa. Veja imagens da final da Copa do Mundo 2026 1 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 2 de 20 Yamal e seu irmão Keyne brincando com a rede do gol da final da Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Messi observa festa da Espanha após Argentina perder final da Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP 4 de 20 Keyne Yamal no telão do jogo entre Espanha e Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Messi e Cubarsí na final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Carl Recine/Getty Images/AFP 6 de 20 Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Keyne Yamal no campo da final com a taça da Copa do Mundo — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 8 de 20 Dani Olmo e companheira comemoram título da final da Copa — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 'Eles foram melhores', admite Scaloni após derrota da Argentina na final da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Getty Images/AF 10 de 20 Messi com a medalha de prata após derrota da Argentina para Espanha na final da Copa — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Rodri durante final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina — Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Ferran Torres marcou o gol da Espanha na final da Copa — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 20 O atacante espanhol nº 17 Nico Williams (E) chuta para marcar um gol passando pelo goleiro argentino nº 23 Emiliano Martinez, antes do gol ser anulado por uma falta na jogada, durante a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: PAUL ELLIS / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Rodri, da Espanha, carrega a bola diante dos marcadores da Argentina, na final da Copa — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP 16 de 20 Lamine Yamal, camisa 19 da Espanha, domina a bola durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Argentina, no New York New Jersey Stadium, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 18 de 20 Enzo Fernández é expulso na final da Copa do Mundo após dura falta em Cubarsí — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Lionel Messi, da Argentina, na final da Copa do Mundo, diante da Espanha — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 20 de 20 Emiliano Martínez, da Argentina, na final da Copa contra a Espanha — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 20 Publicidade Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou seu bicampeonato A Concacaf e suas 41 associações-membro disseram receber "com satisfação" a retirada da controversa proposta na noite de sexta-feira e comemoraram a "unanimidade" mostrada por seus integrantes "na defesa dos interesses a longo prazo do futebol e dos princípios da boa governança". Entre os integrantes da Concacaf estão as federações dos três países anfitriões da Copa do Mundo de 2026: Estados Unidos, México e Canadá. "A Fifa não é uma empresa privada. É uma instituição que exerce a custódia do futebol e de seus membros. Os que são designados a servi-la assumem um dever fiduciário, um dever de serviço acima do poder. Quando esse dever não é cumprido, a prestação de contas não pode ser opcional", acrescentou a entidade em sua nota. O plano de Infantino foi apresentado inesperadamente na última terça-feira e, desde o início, enfrentou uma forte oposição de diversas partes do mundo do futebol. "Os acontecimentos dos últimos dias escancararam uma realidade que não pode mais ser ignorada: o futuro da Copa do Mundo da Fifa, o ativo mais importante do futebol mundial, foi impulsionado à margem de todas as estruturas de governança estabelecidas, sem transparência, consulta ou devido processo", declarou a Concacaf. Após a retirada do plano, a Uefa declarou que Infantino, que busca a reeleição em 2027, havia "perdido a confiança" da confederação europeia, bem como a de "inúmeros outros membros da família do futebol".