Presidente da Fifa afirma que proposta ainda depende da aprovação das 211 federações e garante que a entidade manterá o controle sobre o futebol e suas competições 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Fifa, Gianni Infantino, no jogo entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles, na primeira rodada da Copa do Mundo — Foto: Frederic J. Brown / AFP Pressionado pela forte reação de confederações e federações nacionais ao projeto de reestruturação comercial da Fifa, o presidente Gianni Infantino tentou reduzir a tensão nesta quarta-feira ao afirmar que a proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE) não representa uma imposição às associações filiadas. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o dirigente classificou a iniciativa como "uma oportunidade, não uma obrigação". A declaração ocorre dias depois de a proposta provocar críticas de entidades como Uefa e Concacaf, além de alimentar discussões sobre uma possível privatização da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela Fifa. Segundo Infantino, a criação da FFE ainda está em fase de consultas e só poderá ser implementada caso seja aprovada pela maioria das 211 federações filiadas e pelo Conselho da FIFA. — A FIFA Forward Enterprise é, na verdade, uma proposta, uma oferta. Faz parte de um processo democrático, de consulta e, acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação — afirmou. Veja imagens da final da Copa do Mundo 2026 1 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 2 de 20 Yamal e seu irmão Keyne brincando com a rede do gol da final da Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Messi observa festa da Espanha após Argentina perder final da Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP 4 de 20 Keyne Yamal no telão do jogo entre Espanha e Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Messi e Cubarsí na final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Carl Recine/Getty Images/AFP 6 de 20 Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Keyne Yamal no campo da final com a taça da Copa do Mundo — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 8 de 20 Dani Olmo e companheira comemoram título da final da Copa — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 'Eles foram melhores', admite Scaloni após derrota da Argentina na final da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Getty Images/AF 10 de 20 Messi com a medalha de prata após derrota da Argentina para Espanha na final da Copa — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Rodri durante final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina — Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Ferran Torres marcou o gol da Espanha na final da Copa — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 20 O atacante espanhol nº 17 Nico Williams (E) chuta para marcar um gol passando pelo goleiro argentino nº 23 Emiliano Martinez, antes do gol ser anulado por uma falta na jogada, durante a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: PAUL ELLIS / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Rodri, da Espanha, carrega a bola diante dos marcadores da Argentina, na final da Copa — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP 16 de 20 Lamine Yamal, camisa 19 da Espanha, domina a bola durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Argentina, no New York New Jersey Stadium, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 18 de 20 Enzo Fernández é expulso na final da Copa do Mundo após dura falta em Cubarsí — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Lionel Messi, da Argentina, na final da Copa do Mundo, diante da Espanha — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 20 de 20 Emiliano Martínez, da Argentina, na final da Copa contra a Espanha — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 20 Publicidade Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou seu bicampeonato O presidente explicou que a nova subsidiária permaneceria sob controle da própria Fifa e teria como missão concentrar toda a operação comercial da entidade, incluindo a organização de competições, direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e novos projetos voltados ao desenvolvimento do futebol. Infantino argumentou que o novo modelo permitiria explorar receitas ainda não aproveitadas e ampliar os recursos destinados às federações nacionais. De acordo com o dirigente, cada associação teria a possibilidade de receber até US$ 40 milhões (cerca de R$ 224 milhões, na cotação atual) durante o próximo ciclo de investimentos, por meio do programa FIFA Fast Forward. — É uma oportunidade de ouro para impulsionar o desenvolvimento do futebol em nível global. Mas reitero: trata-se apenas de uma oferta, não de uma obrigação. Temos o dever de discutir essa possibilidade com todos — declarou. Na parte final do pronunciamento, o presidente da Fifa buscou tranquilizar torcedores e dirigentes ao afirmar que a governança do futebol permanecerá sob responsabilidade exclusiva da entidade. — Os torcedores continuam sendo a pedra angular do futebol. O esporte que eles amam não vai mudar. A FIFA continuará governando o futebol sem qualquer interferência externa, e competições como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo Feminina permanecerão sob responsabilidade da entidade — concluiu. O pronunciamento representa a primeira tentativa pública de Infantino de conter a crise gerada pela proposta, que segue enfrentando resistência entre diferentes confederações e promete continuar no centro do debate político do futebol internacional nas próximas semanas.
Após reação global, Infantino recua no tom e diz que privatização da Copa do Mundo é 'opcional'
Presidente da Fifa afirma que proposta ainda depende da aprovação das 211 federações e garante que a entidade manterá o controle sobre o futebol e suas competições
















