Presidente da Fifa rebate críticas sobre suposto interesse comercial da medida e afirma que decisão foi tomada exclusivamente por causa do calor extremo nos Estados Unidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Fifa, Gianni Infantino, no jogo entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles, na primeira rodada da Copa do Mundo — Foto: Frederic J. Brown / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 14:20 Infantino defende pausas para hidratação na Copa de 2026 nos EUA Gianni Infantino, presidente da Fifa, defendeu as pausas para hidratação na Copa de 2026, afirmando que visam exclusivamente o bem-estar dos jogadores diante do calor extremo nos EUA. Ele não descartou a continuidade da medida nas próximas edições. Infantino rebateu críticas de que as pausas teriam motivações comerciais, reforçando que a Fifa não lucra com essa decisão, que busca garantir igualdade de condições para todas as equipes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que as pausas para hidratação adotadas na Copa do Mundo de 2026 foram implementadas exclusivamente em razão das altas temperaturas registradas durante o torneio. O dirigente também não descartou a possibilidade de manter a medida em futuras edições do Mundial. Segundo a agência Associated Press, Infantino disse que a entidade avaliará o futuro das interrupções "com base na experiência" adquirida durante a Copa de 2026. Com duração de três minutos, as pausas têm sido alvo de críticas de treinadores como Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel, além de jogadores como Virgil van Dijk. Em alguns estádios, a medida também foi recebida com vaias por parte do público. Em entrevista à agência espanhola EFE, no entanto, o presidente da Fifa saiu em defesa da iniciativa. — A razão pela qual existem estas pausas é, claramente, o calor. Em um Mundial com oito jogos disputados por dia ao longo de 39 dias, é importante fazer uma pausa para descansar um pouco — afirmou. Infantino também rebateu as críticas de que as interrupções teriam sido criadas para ampliar a exposição de patrocinadores durante as transmissões. — A Fifa não ganha absolutamente nada com isso. Todos os contratos publicitários já estavam assinados antes de a decisão ser tomada. Portanto, não se trata de uma questão econômica, mas exclusivamente esportiva — disse. O dirigente ainda argumentou que a regra garante condições iguais para todas as equipes, independentemente da temperatura registrada em cada partida. — É muito difícil aceitar que um treinador tenha a possibilidade de influenciar o andamento de uma partida, corrigindo algo por causa de uma pausa motivada pelo calor intenso, enquanto outro não tenha a mesma oportunidade apenas porque a temperatura está um pouco mais baixa. É por isso que as pausas existem em todos os jogos — justificou.