Interrupções têm sido recebidas com vaias, especialmente em jogos realizados em estádios cobertos e com ar-condicionado; Fifa afirmou que medida era necessária por questão de igualdade esportiva Os jogadores fizeram uma pausa na hidratação no encontro entre França e Iraque no Grupo I da Copa Mundial em 22 de junho de 2026. — Foto: AP/Matt Slocum A Fifa vai considerar manter as pausas para hidratação em futuras Copas do Mundo, apesar da reação negativa às interrupções adicionais durante as partidas no torneio deste ano. Gianni Infantino, presidente da entidade máxima do futebol, defendeu a decisão de introduzir as pausas, que ocorrem na metade de cada tempo, nesta Copa do Mundo e afirmou, na terça-feira, que elas podem até estar proporcionando mais entretenimento aos torcedores. Ele disse que a Fifa analisará o que fará em torneios futuros “com base nesta experiência”. Mas, diante das críticas de que as pausas seriam uma forma disfarçada de inserir publicidade ou tempos técnicos ao estilo americano, Infantino sugeriu que as interrupções têm sido positivas. “Talvez o técnico possa reavaliar determinadas situações, corrigir alguns erros”, disse Infantino à SNTV. “Os jogadores descansam um pouco e depois voltam em velocidade máxima. Bem, isso é necessariamente ruim? Talvez seja bom.” “E também vemos a intensidade das partidas. Nunca vimos 90 minutos em um torneio como este serem disputados com tanta intensidade.” “Até o último segundo do jogo, os jogadores estão atacando e assim por diante”, continuou. “E talvez, talvez não, mas talvez isso também aconteça um pouco graças a essa pequena pausa que os jogadores têm e, depois, podem voltar ao campo e mostrar o que são capazes de fazer.” A Copa do Mundo certamente tem correspondido às expectativas em termos de entretenimento, grande número de gols e atuações de destaque de estrelas como Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland. As estreantes Cabo Verde e Curaçao também têm sido responsáveis por surpresas, apesar dos temores de que a ampliação do torneio, de 32 para 48 seleções, pudesse reduzir a qualidade da competição. Mas a principal crítica tem sido a introdução das pausas para hidratação em todas as partidas, independentemente da sede ou do local onde são disputadas. As interrupções têm sido recebidas com vaias, especialmente em jogos realizados em estádios cobertos e com ar-condicionado, como em Atlanta. Infantino afirmou que a medida era necessária por uma questão de igualdade esportiva. O atacante uruguaio Agustín Canobbio durante uma pausa de hidratação no partido contra a Arábia Saudita, em 15 de junho de 2026, em Miami Gardens, Flórida — Foto: AP/Lynne Sladky “Se utilizássemos pausas para hidratação apenas nas partidas em que fizesse muito calor e não nas outras, daríamos uma vantagem ou uma desvantagem a alguns treinadores ou a algumas equipes”, explicou. “Por que um técnico teria a oportunidade de influenciar o jogo em uma partida apenas porque está calor e, em outra partida, em que faz um pouco menos de calor, não teria essa oportunidade?” Infantino também insistiu que a Fifa não está obtendo mais receitas como resultado do aumento das pausas comerciais porque, segundo ele, os contratos foram assinados antes da introdução das pausas para hidratação.
Fifa avaliará manter pausas para hidratação em futuras Copas
Interrupções têm sido recebidas com vaias, especialmente em jogos realizados em estádios cobertos e com ar-condicionado; Fifa afirmou que medida era necessária por questão de igualdade esportiva














