Infantino afirma que entidade não terá receita adicional com interrupções aos 22 e 67 minutos e diz que medida busca proteger jogadores e garantir condições iguais em todos os jogos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gianni Infantino, presidente da Fifa — Foto: Alex Wong/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 20:19 Infantino nega fins comerciais nas pausas para hidratação em 2026 Gianni Infantino, presidente da Fifa, desmentiu que as pausas para hidratação na Copa do Mundo 2026 tenham fins comerciais. As interrupções aos 22 e 67 minutos visam proteger jogadores e garantir igualdade em todas as partidas, sem gerar receita adicional para a entidade. Infantino destacou que a medida é motivada pelo calor e pela intensidade do torneio, apesar das críticas por afetar o ritmo dos jogos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Fifa, Gianni Infantino, negou nesta terça-feira que a adoção de pausas obrigatórias para hidratação em todas as partidas da Copa do Mundo tenha sido motivada por interesses comerciais. Segundo o dirigente, a entidade não recebe nenhuma receita adicional com as interrupções, utilizadas por algumas emissoras para a exibição de publicidade durante as transmissões. Pela primeira vez, todos os jogos de uma Copa têm duas paradas programadas, independentemente da temperatura ou das condições do estádio. Elas acontecem por volta dos 22 minutos de cada tempo, duram três minutos e são integralmente acrescentadas aos acréscimos. A medida vale até mesmo em arenas cobertas e climatizadas. Infantino afirmou que o calor foi a principal razão para a mudança, mas acrescentou que a duração e o desgaste do torneio também pesaram. Nesta edição, uma seleção que chegar à final poderá disputar oito partidas em 39 dias. Para o presidente da Fifa, oferecer um período de descanso aos jogadores ajuda a preservar o nível físico da competição. O dirigente também defendeu a adoção da regra em todos os jogos como uma questão de equilíbrio esportivo. Na avaliação dele, não seria justo permitir que um treinador tivesse a oportunidade de reunir o time e fazer ajustes táticos apenas em partidas disputadas sob temperaturas mais altas. As pausas, porém, têm recebido críticas por interromperem o ritmo dos jogos e transformarem, na prática, cada partida em quatro períodos. Infantino rejeitou a suspeita de que a novidade tenha sido criada para abrir espaço à publicidade. “A Fifa não ganha absolutamente nada”, afirmou. Segundo ele, os contratos comerciais da Copa já haviam sido assinados antes da implantação da medida e não houve aumento nos pagamentos à entidade. “Para nós, é uma questão puramente esportiva”, concluiu.