Presidente da Fifa publicou carta aberta neste domingo no site da entidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Fifa, Gianni Infantino, no jogo entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles, na primeira rodada da Copa do Mundo — Foto: Frederic J. Brown / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 13:59 Gianni Infantino defende Copa de 2026 e ironiza críticos em carta aberta Gianni Infantino, presidente da Fifa, quebrou o silêncio desde a Copa de 2026 com uma carta aberta no site da entidade. Ele elogiou o torneio e ironizou críticas, afirmando que muitos estão "consumidos pelo ódio". Infantino destacou o sucesso do evento, com sete milhões de espectadores e ampla segurança. Defendeu a Fifa de polêmicas, incluindo arbitragens e revisões disciplinares, reiterando a união proporcionada pelo futebol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pela primeira vez desde o fim da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, fez um pronunciamento público sobre o torneio. Ao fim da competição, o mandatário não deu a tradicional coletiva às vésperas da decisão como nas últimas duas edições. Em uma carta aberta publicada neste domingo no site oficial da entidade, o dirigente elogiou a organização do Mundial, classificou a competição como um sucesso e respondeu de forma contundente às críticas dirigidas à Fifa durante o evento. Em um tom incomum para comunicados institucionais da entidade, Infantino afirmou que parte dos críticos esteve "consumida pelo ódio" e deixou de reconhecer o que considera ter sido o verdadeiro legado da Copa. — Sinto muito que vocês tenham se deixado consumir tanto pelo ódio e pelas críticas — escreveu o dirigente: — Enquanto vocês dividem, nós unimos. Enquanto vocês ficam atrás de suas telas, nós estamos na linha de frente organizando o maior espetáculo do mundo. Ao longo da mensagem, o presidente da Fifa fez um balanço amplamente positivo da competição, destacando o público presente nos estádios, a audiência global e o alcance internacional do torneio. Segundo ele, cerca de sete milhões de torcedores acompanharam as partidas presencialmente, representando mais de 200 países, em uma Copa que, na avaliação da entidade, transcorreu com total segurança. Embora não cite diretamente veículos de imprensa ou pessoas específicas, o texto responde às principais polêmicas que cercaram o Mundial. Entre elas estão as críticas relacionadas às restrições de entrada nos Estados Unidos, à segurança do torneio, às decisões da arbitragem, aos processos disciplinares e à atuação da Fifa diante de episódios que geraram repercussão internacional. Um dos temas abordados é o caso envolvendo o atacante dos Estados Unidos Folarin Balogun. Sem mencionar o jogador nominalmente, Infantino defende a possibilidade de revisão de punições disciplinares e argumenta que situações semelhantes ocorrem regularmente em grandes ligas nacionais, afirmando que é contraditório ver justamente esses países criticarem a postura adotada pela Fifa. — De fato, decisões de arbitragem passíveis de discussão e decisões disciplinares consideradas 'estranhas', como, por exemplo, cartões vermelhos ou amarelos potencialmente aplicados de forma equivocada ou decisões posteriores de não suspender jogadores em determinadas situações, são comuns e amplamente aceitas em algumas das maiores ligas do mundo — escreveu Infantino. A carta também reforça o discurso da entidade de que a Copa de 2026 representou um marco para o futebol mundial. Segundo Infantino, o torneio demonstrou a capacidade do esporte de unir pessoas de diferentes culturas, apesar das controvérsias que marcaram sua realização.