Declaração ocorre em meio a impasses envolvendo o Irã e à deportação de um árbitro da Somália antes do início do torneio Infantino foi o responsável pelo aumento da Copa para 48 seleções — Foto: Sam Hodde / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 05:01 Infantino defende EUA em meio a tensões migratórias e geopolíticas para Copa 2026 Gianni Infantino, presidente da Fifa, defendeu os EUA em meio a polêmicas migratórias referentes à Copa do Mundo de 2026. Após a deportação do árbitro somali Omar Artan, Infantino ressaltou que a Fifa não controla políticas migratórias, mas busca soluções com autoridades. O evento também envolve questões diplomáticas devido à participação do Irã, país em conflito com os EUA, destacando tensões geopolíticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Fifa, Gianni Infantino, minimizou nesta quarta-feira as preocupações relacionadas a problemas de vistos e autorizações de entrada nos Estados Unidos para participantes da Copa do Mundo de 2026. Às vésperas do início do torneio, o dirigente afirmou que a entidade não tem poder para interferir nas decisões migratórias dos países e que atua apenas para buscar soluções junto às autoridades competentes. As declarações ocorreram durante uma coletiva de imprensa na Cidade do México, em meio à repercussão da deportação do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos apesar de possuir visto válido para atuar na competição. — Tentamos sempre encontrar soluções. Mas precisamos respeitar o fato de que não somos os reis do mundo, capazes de governar governos, forças policiais ou qualquer outra autoridade. Somos uma organização esportiva e tentamos fazer o melhor possível com os recursos que temos — afirmou Infantino. O caso de Artan se tornou um dos principais episódios envolvendo a política migratória americana antes do Mundial. Após ter sua entrada barrada, o árbitro acabou retirado da lista oficial de arbitragem da competição pela Fifa. O dirigente classificou o episódio como "lamentável", mas evitou comentar detalhes sobre as razões que levaram à decisão das autoridades dos EUA. As declarações de Infantino ocorreram dias depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que seu governo trabalha para garantir que apenas "as pessoas certas" entrem no país durante a realização do torneio. Segundo o dirigente, a entidade mantém diálogo constante com os governos envolvidos e busca resolver os impasses de forma discreta. — Às vezes, começar a gritar e espernear imediatamente produz o efeito contrário. Estamos trabalhando nos bastidores para entender as situações e encontrar soluções — disse. A questão dos vistos ganhou ainda mais relevância por causa da participação do Irã na competição. A edição de 2026 marca a primeira vez, desde a criação da Copa do Mundo em 1930, que um país anfitrião receberá uma seleção de uma nação com a qual mantém um conflito militar em andamento. A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã transformou o Mundial em mais um palco de tensões geopolíticas. Apesar disso, os jogadores iranianos receberam autorização para entrar nos Estados Unidos cerca de dez dias antes da estreia da equipe em Los Angeles. Diante das incertezas, a delegação iraniana optou por estabelecer sua base de treinamentos em Tijuana, no México. O planejamento prevê deslocamentos para os jogos em solo americano e retorno imediato ao país vizinho após as partidas.