Segundo presidente da Fifa, torneio 'uniu países que enfrentam conflitos, instabilidade e crises de saúde' Infantino e Trump entregam taça de campeão da Copa a Rodri, capitão da seleção da Espanha — Foto: Hannah Mckay/Reuters O presidente da Fifa, Gianni Infantino, rebateu as críticas à Copa do Mundo, acusando os críticos de espalharem ódio e falsas narrativas e defendendo o torneio como um sucesso que celebrou a união, a segurança e a inclusão. Em carta aberta publicada nesta segunda-feira, Infantino, de 56 anos, afirmou que os críticos ignoraram a alegria e o sentimento de união vividos por milhões de torcedores ao redor do mundo que acompanharam o torneio, vencido pela Espanha e realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. "Vocês estavam tão consumidos pelo ódio e pelas críticas que perderam tudo isso", afirmou. "Àqueles por trás de suas canetas e papéis, por trás de suas telas espalhando ódio e falsos rumores, quero dizer que, enquanto vocês ficam aí sentados, nós, da Fifa, estamos na linha de frente, organizando, trabalhando duro e entregando o melhor espetáculo do mundo", prosseguiu. "Não tivemos violência, não tivemos incidentes, tivemos 100% de segurança, apenas alegria e felicidade!", concluiu. A Fifa enfrentou críticas por uma série de questões durante o torneio, incluindo o debate sobre as restrições de vistos dos Estados Unidos que afetaram torcedores e autoridades de diversos países e preocupações envolvendo seleções de regiões atingidas por conflitos. A carta de Infantino também foi publicada após questionamentos sobre a condução pela Fifa do caso disciplinar de Folarin Balogun, em que a entidade decidiu suspender a punição automática de um jogo imposta ao jogador após sua expulsão contra a Bósnia e Herzegovina, depois de uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Decisões da arbitragem na partida da Argentina contra o Egito também provocaram amplo debate entre torcedores e comentaristas. Embora Infantino não tenha se referido a casos específicos, argumentou que muitas das decisões de arbitragem e disciplina criticadas durante o torneio são comuns em diferentes competições ao redor do mundo. "Cartões vermelhos ou amarelos potencialmente equivocados ou decisões posteriores de não suspender jogadores em determinadas situações são rotineiros e amplamente aceitos em algumas das maiores ligas do mundo", acrescentou. "É curioso que os mesmos países que adotam essas práticas sejam os que criticam." Controvérsias sobre vistos Infantino apontou a participação de países que enfrentam tensões políticas, crises internas e problemas de saúde como evidência da capacidade do futebol de superar divisões. Enquanto a participação do Irã ocorreu em meio ao conflito com os Estados Unidos, questões relacionadas à crise interna do Haiti e ao surto de ebola na República Democrática do Congo também chamaram a atenção para restrições de vistos e viagens. "O Irã entrou nos Estados Unidos sem incidentes ou conflitos. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol é sobre paz. Não é sobre política", afirmou. "Países que enfrentam graves problemas de saúde ou outros desafios receberam vistos." "Quando o futebol levou o Haiti ao mundo, um país que muitos não podem ou preferem não visitar, talvez seja hora de deixar de lado suas canetas e teclados e mostrar algum respeito pelas seleções que jogaram."
Infantino acusa críticos da Copa do Mundo de espalharem ódio em carta aberta
Segundo presidente da Fifa, torneio 'uniu países que enfrentam conflitos, instabilidade e crises de saúde'











