Presidente da entidade publicou texto em 15 partes, minimizou controvérsias do Mundial e afirmou que críticos deveriam gastar energia assistindo a futebol 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Infantino em evento da Copa do Mundo no Rockfeller Center — Foto: Kena BETANCUR/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 06:13 Infantino rebate críticas ao Mundial e exalta espetáculo global da Fifa Gianni Infantino, presidente da Fifa, reagiu às críticas do Mundial, acusando opositores de espalharem "ódio e boatos falsos". Em texto no Instagram, sugeriu que críticos meditem ou assistam a futebol. Infantino minimizou polêmicas, como restrições de entrada nos EUA e questões disciplinares, destacando a audiência global e a segurança do evento. Reforçou que a Fifa ofereceu "o melhor espetáculo do mundo". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reagiu às críticas recebidas pela entidade durante a Copa do Mundo e acusou seus opositores de “espalharem ódio e boatos falsos”. Em uma publicação dividida em 15 partes no Instagram, o dirigente sugeriu que os críticos deveriam “meditar, orar ou assistir a uma partida de futebol” em vez de direcionar energia contra a organização. O texto foi divulgado inicialmente no perfil pessoal de Infantino, que reúne 5,7 milhões de seguidores, e posteriormente compartilhado pela conta oficial da Fifa, acompanhada por mais de oito milhões de pessoas. A mensagem também foi distribuída à imprensa pela equipe de comunicação da entidade. Infantino afirmou que a Copa do Mundo “celebrou a humanidade em seu melhor” e destacou a audiência global da competição. Segundo ele, bilhões de pessoas acompanharam as partidas, enquanto algumas das principais personalidades da música, do cinema, do entretenimento e do esporte estiveram presentes nos estádios. — A todos vocês que sentiram falta de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem para o belo jogo, peço desculpas pelo fim das partidas e por terem perdido toda essa alegria e união. Peço desculpas por terem sido consumidos pelo ódio e pelas críticas a ponto de perderem tudo isso — escreveu. O presidente da Fifa não concedeu entrevista coletiva durante nem após a Copa. Na publicação, minimizou algumas das principais controvérsias que marcaram a competição e afirmou que a entidade esteve “na linha de frente”, trabalhando para oferecer “o melhor espetáculo do mundo”. — Para aqueles que estão atrás de suas canetas e papéis, atrás de suas telas, espalhando ódio e boatos falsos, quero dizer que, enquanto vocês estão aí sentados, nós da Fifa estamos na linha de frente organizando, trabalhando duro e oferecendo o melhor espetáculo do mundo — declarou. Entre os episódios que provocaram críticas à organização estiveram as restrições de entrada impostas pelo governo dos Estados Unidos a cidadãos de países participantes do Mundial. Torcedores de Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim foram afetados pelas medidas adotadas pela administração de Donald Trump. Durante a fase de grupos, o capitão senegalês Kalidou Koulibaly questionou a situação e afirmou não compreender por que torcedores africanos não poderiam acompanhar suas seleções. O árbitro somali Omar Artan também foi impedido de entrar nos Estados Unidos na véspera do torneio. A seleção do Irã relatou dificuldades relacionadas à emissão de vistos e ao deslocamento de integrantes da delegação. O capitão Mehdi Taremi chegou a classificar a participação no Mundial como um “desastre”. Quatro membros da comitiva que inicialmente tiveram a entrada negada conseguiram autorização após recorrerem ao Departamento de Estado americano. Apesar das reclamações, Infantino afirmou que a Fifa trabalhou para aproximar países em conflito e destacou que a seleção iraniana entrou nos Estados Unidos “sem incidentes ou confrontos”. O dirigente também argumentou que os críticos concentraram a atenção nos vistos recusados e ignoraram os milhões de documentos aprovados. Outra controvérsia ocorreu após a expulsão de Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. O cartão vermelho provocaria uma suspensão automática, mas a punição foi retirada antes do confronto contra a Bélgica. Trump declarou posteriormente que telefonou para Infantino e pediu uma revisão do caso. O comitê disciplinar da Fifa liberou o atacante sem apresentar uma explicação detalhada, o que gerou acusações de interferência política. Infantino negou qualquer atuação indevida. A decisão, no entanto, provocou críticas da Uefa, da Federação Belga de Futebol e de parlamentares da União Europeia. A Federação Norueguesa informou que pretende apresentar uma queixa formal à Fifa sobre a participação do presidente americano no episódio. Na publicação, Infantino pareceu fazer referência ao caso ao afirmar que revisões de punições disciplinares e decisões de arbitragem consideradas questionáveis também ocorrem nas principais ligas do mundo. — Decisões de árbitros “questionáveis” ou regras disciplinares “estranhas”, como cartões vermelhos ou amarelos potencialmente equivocados ou decisões posteriores de não suspender jogadores, são rotineiras e amplamente aceitas em algumas das maiores ligas do mundo — escreveu. A Fifa também é alvo de investigações conduzidas pelos procuradores-gerais de Nova York, Nova Jersey, Texas e Califórnia relacionadas aos preços dos ingressos da Copa do Mundo. Infantino afirmou ainda que o torneio transcorreu sem incidentes, com “100% de segurança” e “apenas alegria e felicidade”. A declaração não mencionou inicialmente as quatro pessoas que morreram por asfixia durante comemorações na Cidade do México após a vitória da seleção anfitriã sobre o Equador. No dia seguinte à tragédia, o dirigente havia publicado uma mensagem de condolências. No novo texto, agradeceu aos países-sede, às forças de segurança e aos voluntários pelo trabalho realizado durante a competição. — Todos estiveram seguros, protegidos e felizes — afirmou o presidente da Fifa. Ao encerrar a manifestação, Infantino acusou novamente seus críticos de “plantarem sementes de ódio” e pediu que refletissem sobre a postura adotada contra a organização. — Meditem, orem, assistam a uma partida de futebol, leiam um livro ou façam qualquer outra coisa positiva, em vez de gastar toda essa energia odiando a Fifa — escreveu.