A Fifa (Federação Internacional de Futebol) anunciou na noite de sexta-feira (31) a interrupção do projeto que havia anunciado no início da semana. Diante de fortíssima rejeição no mundo do futebol, foi abortado o plano de vender uma participação minoritária significativa em uma nova entidade comercial avaliada em cerca de US$ 20 bilhões (R$ 101,5 bilhões).

"Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido inicialmente. Nosso propósito sempre foi –e sempre será– unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não seguirá adiante", afirmou o presidente da federação, Gianni Infantino.

Em declaração divulgada pela entidade que preside, ele observou que "o Fifa Forward Enterprise tinha como objetivo fornecer uma base para fortalecer ainda mais as associações que são membros da Fifa". Mas apontou que só iria adiante após "um processo de consulta" e "se a maioria das associações estivesse de acordo".

Claramente, não foi o caso. A proposta apresentada foi recebida de maneira bastante negativa por atores importantes no futebol, notadamente algumas das confederações continentais. Houve reverberações até mesmo dentro da Fifa. O conselheiro sênior de Infantino, Carlos Cordeiro, renunciou ao cargo, dizendo opor-se frontalmente ao projeto.