A Confederação Asiática de Futebol (AFC) instou a Fifa nesta sexta-feira 31 a reconsiderar seu projeto de abertura ao investimento privado diante da rejeição da Uefa e da Concacaf, em uma polêmica que levou à renúncia do principal assessor de Gianni Infantino.

“Vender uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol para levantar 4,2 bilhões de dólares não faz sentido. É hipotecar o futuro do futebol sem uma justificativa convincente”, declarou Carlos Cordeiro, ex-banqueiro americano no LinkedIn.

Sem se posicionar claramente contra a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE) – empresa aberta à iniciativa privada que ficaria encarregada de administrar as atividades comerciais e de eventos da entidade máxima do futebol –, a AFC anunciou seu apoio à posição da Uefa e da Concacaf, também contrárias ao projeto, com o objetivo de “proteger a Copa do Mundo”.

O plano da Fifa, apresentado na terça-feira para surpresa geral, vem sendo muito criticado por seu conteúdo e pela forma como foi anunciado.

A Uefa, que reúne as 55 federações europeias e que acumula sete dos últimos dez títulos mundiais, ameaçou na quinta-feira, “por unanimidade”, não participar das próximas competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo, se a Fifa não desistir do projeto.