Com a venda destas participações para investidores, a Fifa espera arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões). Para entrar em vigor, o plano precisa ser aprovado em votação com participação das 211 associações que fazem parte da Fifa, uma de cada país. A ideia foi divulgada inicialmente em reportagem do jornal inglês "The Times". Gianni Infantino e Donald Trump na final da Copa do Mundo — Foto: REUTERS O nome da empresa a ser criada é Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária cujo controle majoritário seria da Fifa. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade. A Fifa acredita que a FFE valeria no total US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Por isso, diz que a venda do equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações significaria que os investidores privados seriam minoritários na nova empresa. Veja declarações de Infantino sobre situações diplomáticas nos EUA Com o dinheiro arrecadado, a Fifa promete aumentar a quantia distribuída para a federação de cada país membro da entidade. Atualmente, ela paga R$ 41 milhões para cada país. Se o plano for aprovado, a quantia poderia chegar a R$ 102 milhões no ciclo até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e 123 milhões até 2038. Na nota publicada em seu site oficial, a Fifa diz que a injeção de dinheiro privado pode ser decisiva para "alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da Fifa em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base". Em abril de 2026, durante o Congresso da Fifa em Vancouver, no Canadá, o presidente da entidade, Gianni Infantino, já havia indicado a direção que a entidade tomaria no próximo ciclo. — Nossa próxima etapa de crescimento exige uma estrutura preparada para sustentá-la, na qual a área comercial do futebol opere como um negócio focado e dedicado, com o valor que gera sendo distribuído de forma mais ampla e equilibrada em todo o mundo. Cada associação membro da Fifa deve ter a oportunidade de buscar uma parcela justa dos recursos disponíveis para construir seu próprio futuro, tomando suas próprias decisões, em vez de depender de terceiros. Uefa se posiciona contra A Uefa se manifestou de forma contrária à iniciativa da Fifa, considerou o movimento perigoso e foi além, afirmando que a negociação dos referidos direitos se daria com "zero transparência". Veja abaixo a nota da Uefa: "Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte. A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo.”
Fifa divulga plano para venda de ações a investidores privados, e Uefa se posiciona contra | Ge
Nova empresa, que seria responsável pela operação das principais competições da Fifa, teria ações vendidas para investidores; Uefa critica: "Cruza uma linha que não deveriam cruzar"










