Presidente da Fifa estuda criar empresa para administrar a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes; projeto enfrenta forte oposição da Uefa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Infantino olhando para Trump em evento na Trump Tower, realizado nesta sexta-feira — Foto: Mandel NGAN/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 14:25 Infantino propõe venda de direitos comerciais da Copa, Uefa critica Gianni Infantino, presidente da Fifa, planeja vender participações comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, incluindo Joshua Kushner, familiar de Trump. A ideia é criar uma empresa para administrar os direitos comerciais dos torneios, visando aumentar receitas. A proposta enfrenta forte oposição da Uefa, que questiona a falta de transparência e alerta para a não comercialização da essência do futebol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A relação cada vez mais próxima entre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, construída ao longo da Copa do Mundo de 2026 e marcada por polêmicas — entre elas as acusações de interferência do presidente para anular a suspensão de um jogador da seleção americana durante o torneio — ganhou um novo capítulo. Segundo o jornal The Times, Infantino estuda vender participações comerciais da Copa do Mundo a um grupo de investidores privados que inclui Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro e ex-conselheiro sênior de Trump. De acordo com a publicação, a proposta prevê a criação de uma empresa responsável por administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e da Copa do Mundo de Clubes. O objetivo seria ampliar as receitas da Fifa e atrair capital privado para as principais competições da entidade. Ainda segundo o The Times, Joshua Kushner é cotado para liderar o grupo de investidores interessado na operação. A aproximação entre Infantino e o entorno de Trump se intensificou durante o Mundial de 2026, realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, período em que o dirigente da Fifa foi frequentemente visto ao lado do presidente americano. A iniciativa também é apontada como um passo importante para o futuro de Infantino após o fim de seu atual mandato. O dirigente é favorito para ser reeleito em 2027 e, segundo o jornal, poderá assumir o comando da nova empresa quando deixar a presidência da Fifa, em 2031. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (28), a Fifa afirmou que a criação da companhia permitiria distribuir imediatamente US$ 20 milhões para cada uma das 211 associações nacionais filiadas, além de aumentar as receitas dessas entidades nos próximos anos. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Gianni Infantino, presidente da Fifa — Foto: Andrew Harnik/Getty Images/AFP A proposta, porém, provocou reação imediata da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol). Em nota publicada nas redes sociais, a entidade europeia afirmou considerar a iniciativa "extremamente séria" e classificou a ideia como uma linha que "não deve ser ultrapassada". — A alma e a governança do futebol não são ativos negociáveis, especialmente sem qualquer transparência sobre quem se beneficiará dos ganhos financeiros. O futebol não pertence a ninguém; não cabe à Fifa vendê-lo — afirmou a Uefa. Caso avance, o projeto representará uma das maiores mudanças já propostas na estrutura comercial da principal competição do futebol mundial, ao abrir espaço para a participação direta de investidores privados na administração dos ativos ligados à Copa do Mundo.