FA afirma estar 'profundamente preocupada' com proposta de criar empresa avaliada em R$ 102,6 bilhões para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da FIFA, Gianni Infantino, faz um pronunciamento ao lado do presidente dos Estados Unidos durante uma recepção da FIFA na Trump Tower, em 17 de julho de 2026, na cidade de Nova York. Mais tarde, neste fim de semana, Trump participará da final da Copa do Mundo FIFA de 2026 entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Andrew Harnik/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/07/2026 - 06:54 FA e Uefa criticam plano da Fifa para comercializar Copa do Mundo A Federação Inglesa de Futebol expressou preocupação com o plano da Fifa de criar uma empresa, avaliada em R$ 102,6 bilhões, para gerenciar os direitos comerciais da Copa do Mundo, permitindo a venda de até 20% para investidores privados. A FA critica a falta de transparência e se junta à Uefa na oposição, que vê o plano como uma ameaça à essência do futebol. Há discussões sobre possíveis boicotes a futuras competições da Fifa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A oposição ao plano da Fifa de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo para investidores privados ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira. A Federação Inglesa de Futebol (FA) afirmou estar "profundamente preocupada" com a proposta apresentada pelo presidente Gianni Infantino e criticou a falta de transparência no processo de elaboração do projeto. A Fifa pretende criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária responsável pela gestão comercial de competições como a Copa do Mundo, o Mundial de Clubes e torneios de base. A nova empresa teria valor de mercado estimado em US$ 20 bilhões, o equivalente a R$ 102,6 bilhões, e poderá vender até 20% de participação a investidores privados para captar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões). Segundo a entidade, o objetivo é ampliar os recursos destinados ao desenvolvimento do futebol em suas 211 associações nacionais, mantendo a Fifa como única responsável pelas decisões esportivas e regulatórias. Ingleses cobram transparência Em nota oficial, a Federação Inglesa afirmou que sequer havia sido informada previamente sobre a proposta. "Com base nas informações limitadas disponíveis, estamos profundamente preocupados com a falta de processo e de governança para que esse projeto tenha chegado a este ponto, além das questões de princípio envolvidas", declarou a FA. A entidade acrescentou que só se manifestará de forma definitiva quando receber todos os detalhes do projeto prometidos pela Fifa. Uefa lidera oposição A Federação Inglesa se junta à Uefa, que classificou a proposta como um ataque à essência do futebol. Em comunicado divulgado na terça-feira, a entidade europeia afirmou que o plano "ultrapassa uma linha que as instituições do futebol jamais deveriam cruzar". "A alma e a governança do futebol não são ativos para negociação. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo", afirmou a Uefa. Segundo veículos da imprensa britânica, dirigentes de diversas federações europeias discutem a possibilidade de adotar medidas mais duras caso Infantino mantenha o projeto, incluindo um eventual boicote a futuras competições da Fifa. Até o momento, porém, não há qualquer decisão oficial nesse sentido.