Um dos principais arquitetos do controverso plano da Fifa para criar uma empresa comercial avaliada em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) reagiu às críticas e afirmou que a proposta não equivale a vender a Copa do Mundo nem se assemelha muito à tentativa fracassada de lançar uma Superliga Europeia dissidente.

Greg Maffei, ex-presidente da Liberty Media e assessor comercial do projeto, disse que a proposta de levantar bilhões de dólares com investidores externos está "muito distante da Superliga", embora ambas as iniciativas tenham provocado indignação generalizada.

Maffei caracterizou a Superliga —proposta apresentada em 2021 para criar uma liga fechada de clubes europeus, que rapidamente desmoronou sob o peso da oposição internacional— como uma tentativa de consolidar a posição de um grupo seleto de clubes."Isso é o oposto", disse Maffei ao Financial Times em entrevista. "Isso significa dizer que as 211 associações filiadas à Fifa podem decidir o que querem fazer."

Maffei acrescentou que "isso não é vender a Copa do Mundo" e disse que as propostas fariam com que a Fifa mantivesse "o controle majoritário para sempre".

A entidade que comanda o futebol mundial planeja vender uma participação de 20% em uma empresa recém-criada que abrigará os direitos comerciais e de mídia da organização, incluindo os da lucrativa Copa do Mundo masculina.