Eleições 2026

O fim de semana anterior foi marcado pelas convenções de dois pré-candidatos à Presidência da República: o candidato do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, e o candidato do Partido Social Democrático, Ronaldo Caiado. As duas convenções apontam para a enorme fragilidade da direita brasileira, esteja ela dividida ou não. De um lado, é evidente que, unida, a direita poderia ter maiores chances eleitorais. Por outro lado, os próprios fatores que explicam sua desunião, entre eles a evidente falta de liderança do candidato do PL, são características decisivas que marcarão o pleito de 2026.

Flávio Bolsonaro chegou à convenção do PL enfrentando três problemas, nenhum dos quais conseguiu resolver. Em primeiro lugar, havia o conflito com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que implicou em uma série de trocas públicas de vídeos. Inicialmente, Flávio não buscou solucionar a crise e, posteriormente, optou por um pedido de desculpas frio e distante, insuficiente para convencer a ex-primeira-dama a comparecer à convenção. Em segundo lugar, enfrenta dificuldades na relação com diferentes setores do centro-direita que optaram por não formar uma coligação com o Partido Liberal, sendo o Progressistas o caso mais relevante. Em terceiro, o candidato chegou à convenção sem um nome para a vice-presidência e saiu dela exatamente na mesma situação.