Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) foram oficializados neste fim de semana como candidatos à Presidência. A convenção do PL teve alusões a Jair Bolsonaro e refletiu o isolamento do senador, sem vice definido e visto com reticência por partidos da direita e do centrão ante a sucessão de crises; Michelle Bolsonaro só apareceu em vídeo, e uma fala de Javier Milei abriu tensões diplomáticas. O direitista Caiado tentou se vender como terceira via, com críticas a Lula (PT) e a Flávio.
Os eventos aconteceram logo depois de uma nova pesquisa do Datafolha. O levantamento divulgado na sexta (24) indicou cenário de estabilidade: Lula (PT) lidera com vantagem semelhante à registrada entre maio e junho. No primeiro turno, Lula marca 40%, contra 32% de Flávio Bolsonaro; no segundo, 48% a 43%. As taxas de avaliação do governo também se mantiveram estáveis, com a aprovação ao trabalho do presidente superando numericamente a desaprovação (49% a 48%) pela primeira vez no ano.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores entre 22 e 23 de julho, em 139 cidades. A margem de erro é de 2 pontos. A pesquisa foi registrada no TSE, com o número BR-01166/2026.
O Café da Manhã desta segunda-feira (27) analisa o cenário da corrida antes de a campanha começar para valer. Bruno Boghossian, diretor da sucursal da Folha em Brasília, explica os números do Datafolha e discute os momentos de Lula, Flávio Bolsonaro e outros nomes da direita.












