As indefinições na formação de chapas na abertura do período das convenções partidárias tiveram destaque no noticiário, mas não são elas os problemas reais das candidaturas.

As questões de fato complicadas são as fragilidades que assolam as campanhas, cada qual à sua maneira. Embora gigantesco, o desafio de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) é só um: crescer para chegar ao segundo turno. Já os dois que, em tese, lá estão por indicação das pesquisas, têm muitos obstáculos pela frente. As rejeições atingem ambos, mas os de Luiz Inácio da Silva (PT) são menores que os do oponente Flávio Bolsonaro (PL) —ainda assim, contudo, difíceis de serem transpostos.

A lista começa pelo governo mal avaliado, que se reflete na resistência do pessoal da frente ampla de 2022 em repetir a adesão que garantiu a vitória no olho mecânico. Envereda pelo medo da repetição, agora sem o fator da esperança que motivou o eleitorado em outras ocasiões.

A dificuldade encontra forte barreira nos palanques em São Paulo e Minas Gerais, os maiores colégios eleitorais. À falta de opções, sobrou ao PT marcar posição com candidaturas próprias, cujo êxito não é impossível, mas extremamente difícil e com potencial de impactar negativamente a reeleição do presidente.