Os candidatos a presidente da República mais visados, prediletos e, ao mesmo tempo, mais rejeitados nas pesquisas fizeram "forfait" no primeiro debate de televisão desta campanha. Não compareceram, alegadamente por razões estratégicas de proteção mútua.
Por óbvio, as ausências foram exploradas livremente com variações entre críticas e grosserias, com a desvantagem de os alvos não estarem ali para exigir direito de resposta a ofensas pessoais que claramente feriam as regras do embate.
A resposta à clássica pergunta sobre quem ganhou o debate depende do ponto de vista. Sob o prisma da captura de atenção e produção de cortes para a internet, Renan Santos (Missão) se deu bem. Há público para espetáculo de insultos.
Já no aspecto da apresentação de credenciais para o papel de estadista, nenhum dos três pareceu apto a despertar no eleitorado a motivação para ultrapassar a barreira das torcidas organizadas por afeições e aversões.
É possível que Santos ganhe pontos nas pesquisas pelo viés recreativo. Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) não estiveram à altura da empreitada presidencial nem da tarefa de sacudir o cenário sedimentado. Mostraram-se medianos na forma e no conteúdo.
















