Campanhas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) relatam um aumento da receptividade entre integrantes do empresários, do agronegócio e do Centrão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) — Foto: Arquivo O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 23:00 Crise na campanha de Flávio Bolsonaro abre espaço para rivais de direita A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta crises que abrem espaço para rivais da direita intensificarem ataques e buscarem apoio dos setores empresarial, agronegócio e Centrão. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos relatam maior receptividade, enquanto Flávio vê queda no apoio de eleitores direitistas não bolsonaristas. Estratégias incluem críticas a Flávio e fortalecimento de laços com setores estratégicos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As sucessivas crises enfrentadas pela campanha do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vêm alterando a dinâmica da disputa pelo eleitorado de direita. Adversários passaram a enxergar uma oportunidade para avançar sobre segmentos que, até pouco tempo, pareciam consolidados em torno do bolsonarismo. Nos bastidores, as campanhas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) relatam um aumento da receptividade entre empresários, representantes do agronegócio, lideranças religiosas e integrantes do Centrão. A estratégia, porém, não se limita à busca por novos apoios. Nos últimos dias, Caiado e Renan passaram a subir o tom dos ataques públicos contra Flávio e outros integrantes da família Bolsonaro, enquanto Zema intensificou agendas reservadas com setores considerados estratégicos. Nesta semana, pesquisa Genial/Quaest mostrou o senador estacionado nas intenções de voto. Para seus rivais, porém, um dos principais dados diz respeito à perda de apoio de Flávio entre eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, cuja intenção de voto caiu de 74%, em maio, para 54% neste mês. Troca de estratégia Caiado é quem mais alterou a estratégia nas últimas semanas. Se antes ele concentrava suas críticas no presidente Lula, agora Flávio e o entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro são alvos de sua ofensiva. A escalada ficou evidente durante a crise provocada pelo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros e também depois das falas de Flávio sobre o processo eleitoral durante um encontro com embaixadores. Caiado afirmou que Flávio desperdiçou a oportunidade de defender interesses econômicos ao priorizar o debate sobre urnas eletrônicas. Ontem, ele ironizou a reconciliação entre senador e Michelle Bolsonaro: “Casos de família”. Marqueteiro de Caiado, Paulo Vasconcelos diz que o tom será mantido nos debates. Já Zema tem ampliado uma agenda voltada a segmentos tradicionalmente relacionados ao bolsonarismo, como agronegócio, empresariado e lideranças religiosas. O diagnóstico é que eles ainda são simpáticos ao clã, mas passaram a buscar alternativas na direita que não carreguem os desgastes de Flávio. O agronegócio ocupa posição central nessa estratégia. Depois do anúncio do tarifaço, Zema passou a reforçar a presença em eventos do setor e intensificou reuniões com entidades ligadas ao campo. Na semana passada, ele também esteve reunido com usineiros em Ribeirão Preto (SP). Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles avalia que os conflitos internos da família Bolsonaro deveriam ter permanecido no ambiente privado. — Está começando a ter um desgaste e, se isso não for contido, sem dúvida nenhuma, vai ter uma reversão desse processo (de apoio a Flávio) — disse Meirelles. Renan Santos é quem fala de forma mais explícita sobre disputar o eleitor bolsonarista. — É uma candidatura que tinha que manter o legado do pai. O eleitor dele não está motivado — afirmou. Na noite de quarta-feira, após a divulgação de que o escritório de advocacia de Flávio foi contratado por uma empresa vinculada a uma consultoria que recebeu repasses do Banco Master, Renan foi às redes sociais para pedir que o senador abandone as eleições: — Por favor, pare de nos atrapalhar. Apesar dos desgastes, o PL não pretende substituir Flávio como candidato ao Planalto. A tática é tentar reverter o cenário, intensificando ataques a Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF), temas considerados capazes de mobilizar a militância. (Colaboraram Yago Godoy e Luis Felipe Azevedo)
Crise na campanha de Flávio abre brechas, e candidatos da direita ampliam ataques em busca de deserções no bolsonarismo
Campanhas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) relatam um aumento da receptividade entre integrantes do empresários, do agronegócio e do Centrão







