Senador tem 32% no levantamento divulgado nesta sexta-feira, oscilando positivamente um ponto percentual na comparação com a rodada anterior 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo, Reprodução/TV Globo, Divulgação e Genial/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 19:17 Flávio Bolsonaro enfrenta crises, mas mantém 32% nas pesquisas eleitorais Mesmo com crises na campanha de Flávio Bolsonaro, pesquisa Datafolha revela estabilidade entre presidenciáveis da direita. Flávio tem 32% das intenções de voto, atrás de Lula com 40%. Crises incluem conflitos com Michelle Bolsonaro e repercussão negativa de viagem aos EUA. Outros candidatos de direita, como Caiado (4%), Zema (3%) e Renan Santos (3%), não ganharam tração. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A sucessão de crises na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) não impulsionou as candidaturas de outros presidenciáveis da direita, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Os dados mostram que o empresário Renan Santos (Missão) e os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União) alcançam, respectivamente, apenas 3%, 3% e 4% das intenções de voto no primeiro turno. Com 32% das intenções de voto, Flávio aparece atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT), que marca 40%. O bolsonarista oscilou para cima um ponto percentual na comparação com o levantamento passado. A margem de erro é de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, divulgado no mês passado, Renan e Caiado marcavam 3%, enquanto Zema tinha 2%. Os desgastes recentes na campanha do senador incluem a crise pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a repercussão da viagem aos Estados Unidos para tentar reverter as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a produtos brasileiros e as sucessivas revelações envolvendo sua relação com o Banco Master. Veja os números: O levantamento é o primeiro feito após entrar em vigor o tarifaço de 25% aplicado pelo governo Donald Trump, aliado de Jair e Flávio Bolsonaro, a parte dos produtos brasileiros, citando haver concorrência desleal do Pix, decisões do Supremo contra plataformas digitais e outros pontos contestados pelo governo Lula. Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram que vão introduzir uma segunda taxa a uma lista de produtos brasileiros, dessa vez de 12,5%, sob alegação de vínculo a trabalho forçado. Apesar das medidas, o Datafolha indicou um cenário de estabilidade na corrida eleitoral. A investida do governo americano, no entanto, pautou discursos dos principais candidatos nas últimas semanas. De um lado, Lula reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e tem buscado vincular a punição ao Brasil à atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro no exterior, estratégia que deve se manter ao longo da campanha. Do outro, Flávio precisou recalibrar o discurso, diante da repercussão negativa, e passou a se posicionar contra o tarifaço. O senador chegou a participar nos EUA da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão do governo americano responsável pela aplicação da medida, ocasião em que pediu o adiamento da sanção. O tarifaço também levou Caiado e Renan Santos a mirarem em Flávio e no entorno de Bolsonaro. Ambos criticaram esta semana o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) após ele ter recebido o Green Card do governo Trump, em meio às sanções tarifárias a produtos brasileiros. Sucessão de crises Flávio também enfrentou nos últimos meses uma sucessão de crises. O filho de Bolsonaro viu a pressão subir após virem à tona mensagens em que solicita recursos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, sob o argumento de financiar a produção de uma cinebiografia sobre seu pai. O senador também teve uma briga pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na quinta-feira, Flávio divulgou um vídeo com um pedido de desculpas à madrasta, após o embate contribuir para minar o desempenho do presidenciável junto ao eleitorado, sobretudo o feminino, além de provocar um racha entre aliados. O senador também chega à convenção do PL neste sábado sem ter conseguido atrair alianças com partidos do Centrão. O PP já indicou que manterá a neutralidade na corrida presidencial, movimento que deve ser seguido pelo União Brasil, com que está federado. O Republicanos caminha na mesma direção e, embora as conversas com a campanha de Flávio continuem e uma decisão formal ainda não tenha sido tomada, a legenda têm indicado preferência por também permanecer neutra. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores, com mais de 16 anos, em todo o país entre os dias 22 e 24 de julho. O nível de confiança na amostra é de 95% e representa a quantidade de vezes em que se espera que a coleta realizada represente de fato o pensamento médio da população brasileira, considerando a margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-01166/2026.