O período de convenções partidárias se encerra na quarta-feira (5), mas o desenho da corrida presidencial já está posto.
O PT oficializou Lula neste domingo (2), e do outro lado do espectro o quadro tem quatro candidaturas de direita formalizadas contra o presidente. Flávio Bolsonaro pelo PL, Ronaldo Caiado pelo PSD, Romeu Zema pelo Novo e Renan Santos pelo Missão disputam a hegemonia do próprio campo. Começa a se formar uma primária informal da direita que será decidida na mobilização e nas pesquisas até que a lógica do voto útil force a consolidação em torno de um nome.
Para observar como se desenrola essa "primária informal", o monitoramento da Palver em tempo real de mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram registrou as menções aos quatro candidatos.
Por meio desse sistema mede-se a circulação de discurso, um termômetro de mobilização que não deve ser lido como intenção de voto. Parte da conversa sobre esses nomes também origina-se de usuários à esquerda presentes nos grupos, de modo que os números descrevem a recepção nesse ambiente diverso, algo distinto de um plebiscito interno da direita.
Além de medir quem apoia e quem ataca cada candidato, o monitoramento distingue o comportamento de quem publica. De um lado, classificamos usuários orgânicos, que debatem, respondem uns aos outros e reagem ao que leem; do outro, usuários de difusão coordenada, que despejam as mesmas peças em série sem interagir com ninguém.










