Aliados do presidenciável ainda não conseguiram emplacar imagem de 'conciliador' do pré-candidato 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro em evento em Fortaleza — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 23:07 Flávio Bolsonaro enfrenta desafios e busca apoio na centro-direita A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta desafios com a queda de apoio entre eleitores da direita não bolsonarista, mas mantém a estratégia crítica ao STF. Após restrições do ministro Alexandre de Moraes, Flávio intensificou ataques ao Judiciário, enquanto tenta atrair a centro-direita e promove diálogo institucional. Apesar das dificuldades, a campanha aposta em propostas conciliatórias e alianças estratégicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A campanha do presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, demonstrou preocupação com o revés sofrido entre eleitores da direita não identificados com o bolsonarismo. Pesquisas mostram uma redução significativa do apoio desse grupo e também uma queda entre eleitores considerados independentes. Apesar disso, interlocutores da campanha do pré-candidato do PL avaliam que não haverá mudanças nas principais frentes de atuação. Eles dizem, por exemplo, que a previsão é que a estratégia de enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal (STF) continuará a ser usada. Depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a proibição de que Flávio visite o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador passou a recuar de uma postura mais conciliatória que vinha adotando nos últimos meses e aumentou as críticas a Moraes e ao Supremo como um todo. Aliados de Flávio dizem que a postura combativa é importante para tentar emplacar um discurso político de que o bolsonarismo está sendo perseguido pelo Poder Judiciário. Também falam que não faria sentido deixar de criticar medidas tomadas pelo STF que restringem a atuação da campanha de Flávio. Por outro lado, aliados do senador avaliam que isso não significa que o presidenciável vai abrir mão de um estilo conciliador, que ele tentou imprimir nos primeiros meses quando foi lançado como pré-candidato. A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, mostra que Flávio perdeu boa parte do apoio da direita não bolsonarista. Em maio, 74% dos identificados com esse campo político apoiavam o filho "zero um"; agora, são 54%. A ideia tem sido centrar as críticas em Moraes, mas ao mesmo tempo apelar para uma tentativa de diálogo institucional com a Corte quando necessário, como quando o senador se reuniu em maio com o presidente do STF Edson Fachin. Também há uma preocupação em atrair a centro-direita e a campanha ainda mira em alianças com partidos desse espectro político. Ainda que o Republicanos tenha sinalizado uma neutralidade, aliados de Flávio buscam acordo para atrair a sigla e sinalizar que a candidatura irá além do bolsonarismo. Flávio também aposta em propostas para mulheres e em medidas contra o endividamento para atrair uma parcela da população que não está vinculada ideologicamente com o bolsonarismo. — Flavio é bolsonarista, de direita, mas é um bom articulador no Senado e de diálogo. Não fugirá do seu perfil. Sabe ouvir, mas sabe defender suas posições. Aceita sugestões e pergunta interagindo — disse o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), que vai concorrer à reeleição e dará palanque para Flávio no Rio. Há também uma aposta em uma proximidade com a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro, como presidente e vice, para tentar institucionalmente fazer uma contraparte ao STF. Isso aconteceu, por exemplo, com a sugestão de Nunes Marques de criar uma taxa de acertos de pesquisa de intenção de voto. A pesquisa também mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na corrida pelo Planalto entre os eleitores independentes. Na simulação de primeiro turno, o petista aparece com 30% das intenções de voto no segmento, contra 15% de Flávio. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. Apesar da preocupação, outra parte dos aliados de Flávio minimizam e tentam descredibilizar o levantamento. O próprio senador compartilhou uma postagem nas redes sociais criticando a pesquisa.
Queda de Flávio na direita não bolsonarista causa apreensão, mas campanha não abre de ofensiva contra o STF
Aliados do presidenciável ainda não conseguiram emplacar imagem de 'conciliador' do pré-candidato






