Eleições 2026
Os últimos meses foram didáticos sobre a velocidade da política. Recebido inicialmente com descrédito, Flávio Bolsonaro passou a ser visto por muitos, da mídia às elites políticas, como favorito no pleito de outubro. Com o vazamento dos áudios, certezas se esvaíram. Aliados e adversários voltaram a questionar sua capacidade de manter coesa a coalizão de ultradireita construída pelo governo Bolsonaro, composta por novas lideranças e por setores radicalizados da direita tradicional.
Nesse cenário, os olhares se voltaram aos rivais que, apesar dos bons resultados do jovem Bolsonaro, lançaram candidaturas e alcançaram alguma relevância nas pesquisas: Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.
Caiado e Zema disputam a base e as lideranças bolsonaristas, reivindicando bandeiras a ela vinculadas, como a anistia. Sua estratégia discursiva é questionar a capacidade de Flávio de manter coesa a coalizão de ultradireita construída em 2018, apresentando-se como melhores opções para a principal tarefa da direita brasileira: derrotar o PT. A afinidade entre ambos é reconhecida pelos próprios cabeças de chapa, que já especulam abertamente sobre uma possível fusão de candidaturas.
Santos segue caminho diverso: apresenta-se como alternativa à direita ao projeto da família Bolsonaro. Em suas manifestações, põe Bolsonaro, Caiado, Zema e até Lula no mesmo campo, de modo que ele seria o único candidato da direita. Embora o PT siga como principal adversário, Renan não poupa o bolsonarismo. Vai além do mero questionamento da liderança de Flávio.















