Governador gaúcho avaliou que Flávio Bolsonaro (PL) possui 'manchas', enquanto Romeu Zema (Novo) tem articulação política 'mais frágil' Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (à esq.), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSD — Foto: Hegon Correa/Governo de Goiás RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 09:50 Eduardo Leite apoia Ronaldo Caiado na corrida presidencial de 2026 O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, apoia Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência, destacando sua "autoridade moral" e capacidade de articulação política como diferenciais frente a Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Leite critica as "manchas" na campanha de Flávio e a fragilidade política de Zema. Leite, antes presidenciável do PSD, agora apoia Caiado, que tem 4% nas pesquisas contra Lula e Flávio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), defendeu que Ronaldo Caiado (PSD) é o pré-candidato à Presidência da República com maior "autoridade moral" e o único que reúne as "capacidades fundamentais" para chegar ao segundo turno das eleições contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o gestor gaúcho, a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ter "manchas" devido à revelação de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. — Agora, vai ser especialmente importante para o eleitor ver a autoridade moral que o candidato tem, e acho que o Caiado reúne as melhores condições para falar com o eleitor sem ter as manchas dessa relação que se apresenta do Vorcaro com os Bolsonaro. De outro lado, futuramente sendo presidente, terá capacidade de articular melhor com o Congresso por ter essa autoridade moral — disse Leite, nesta terça-feira, em entrevista à RedeTV. Questionado sobre o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo partido Novo, Leite avaliou que ele é "um bom gestor e bem intencionado", mas não conseguiu ter uma boa articulação política em seu estado. O governador gaúcho definiu como "frágil" a atuação de Zema na implementação de projetos. Ele exemplificou que o mineiro não conseguiu criar "boas condições políticas" para a aprovação mais rápida de medidas voltadas à privatização, o que alega ter feito no Rio Grande do Sul no início do mandato. — (Para ser presidente) Tem que ter inteligência emocional, capacidade de gestão, reunir os bons quadros, ter capacidade política para liderar o Congresso. Caiado é o único que eu vejo que tem essa capacidade entre os nomes que estão postos — completou Leite. Leite era um dos governadores "presidenciáveis" do PSD, ao lado de Caiado e Ratinho Júnior (Paraná). Tido como favorito, Ratinho abandonou a disputa interna pouco antes da definição do presidente da sigla, Gilberto Kassab, por preferir se dedicar à eleição de seu sucessor no estado. Já Leite acabou sendo preterido e decidiu se manter no cargo até o final do ano. Nesta terça-feira, Zema disse que não descarta a possibilidade de construir uma aliança com Caiado para viabilizar uma candidatura de direita para além de Flávio. Ele afirmou que "se dá bem com Caiado" e disse que "Goiás e Minas são estados quase gêmeos", mas frisou que as conversas sobre as composições serão deixadas para o prazo final fixado pela Justiça Eleitoral para o registro de candidaturas e chapas, em agosto. Na última pesquisa Datafolha divulgada neste mês, já após a revelação dos áudios de Vorcaro, Caiado apareceu com 4% das intenções de voto em um eventual primeiro turno — contra 40% de Lula e 31% de Flávio. Em um segundo turno contra o petista, ele aparece com 39% das intenções de voto contra 48% de Lula.