Presidente do PSD será anunciado oficialmente nesta quarta-feira; senador do PL mantém preferência por uma mulher na vaga, enquanto governador mineiro negocia aliança com o Podemos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os presidenciáveis Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD): oposição ao governo Lula — Foto: Fotos de Washington Alves/Valor e Cristiano Mariz e Edilson Dantas/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 12:14 Caiado escolhe Kassab como vice; Bolsonaro e Zema ainda buscam nomes Ronaldo Caiado (PSD) oficializa Gilberto Kassab como vice em sua chapa, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda buscam seus candidatos a vice. Bolsonaro prefere uma mulher para a vaga, visando atrair o eleitorado feminino e lideranças evangélicas. Zema negocia com o Podemos, que resiste. No governo, Lula manterá Geraldo Alckmin como vice para a reeleição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Enquanto Ronaldo Caiado (PSD) se prepara para anunciar nesta quarta-feira o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice, seus principais adversários no campo da centro-direita ainda não definiram quem ocupará a vaga. O senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém a preferência por uma mulher para compor a chapa, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negocia uma aliança com o Podemos, que ainda tem resistências. No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá repetir a chapa de 2022, mantendo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Como mostrou o GLOBO, Caiado oficializará Kassab em evento marcado para esta quarta-feira, em Brasília. Os dois se reúnem nesta terça-feira, em São Paulo, para acertar os últimos detalhes da composição da chapa e discutir a estratégia eleitoral da campanha. A definição representa uma mudança de estratégia. Desde o lançamento da pré-campanha, auxiliares de Caiado defendiam buscar um vice fora do PSD, principalmente no União Brasil e, em um segundo momento, no PP. A ideia era ampliar o tempo de propaganda eleitoral, fortalecer a estrutura partidária da campanha e atrair novos apoios antes das convenções. No PL, a escolha do vice segue em aberto. Flávio Bolsonaro voltou a defender publicamente que a vaga seja ocupada por uma mulher e, nos bastidores, aliados afirmam que a decisão precisará atender tanto a critérios eleitorais quanto políticos. A avaliação é que a escolhida ajude a reduzir a resistência do senador entre o eleitorado feminino, fortaleça a interlocução com lideranças evangélicas e amplie a coalizão em torno da candidatura. Nesta quarta-feira, a campanha promoverá, em Brasília, uma reunião para discutir um programa voltado exclusivamente às mulheres. O encontro reunirá parlamentares e lideranças femininas da direita e também deverá servir para ampliar o protagonismo desse segmento na pré-campanha. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que passou a integrar a equipe de Flávio nas últimas semanas, ganhou força entre aliados como possível candidata a vice. Procurada pelo GLOBO, ela afirmou que ainda não recebeu convite para ocupar a vaga e, por isso, não trata dessa possibilidade. Outros nomes continuam sendo lembrados por integrantes da campanha, entre eles a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a deputada Bia Kicis (PL-DF) e a deputada Simone Marquetto (PP-SP). No Novo, Romeu Zema também mantém a vaga de vice em aberto. O governador mineiro abriu negociações com o Podemos para ampliar sua coligação e tem o empresário Geraldo Rufino, que é filiado ao partido e atua no setor de peças para caminhões, como principal cotado para compor a chapa. As conversas, porém, ainda enfrentam resistências dentro do Podemos. Uma ala da legenda defende que Zema dispute uma vaga ao Senado, sob o argumento de que teria mais chances de vitória e ajudaria a fortalecer uma possível coligação com a sigla. No campo governista, a tendência é de manutenção da chapa vitoriosa em 2022. Lula irá disputar a reeleição novamente ao lado de Geraldo Alckmin (PSB). A escolha do presidente foi por preservar a frente ampla construída na última eleição e não desagradar partidos aliados. Com o início das convenções partidárias se aproximando, a expectativa é de que a definição dos candidatos a vice acelere nas próximas semanas. As pré-campanhas afirmam que irão se definir nas próximas duas semanas.