O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) disse a jornalistas nesta segunda-feira (1) que tem conversado com o ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato Romeu Zema (Novo) sobre uma possível aliança na disputa eleitoral e que a decisão será tomada na convenção partidária. “Nós sabemos que essa decisão vai ser tomada ali, na próxima convenção partidária, que se dará no mês de julho. Mas nós temos conversado. Estarei com ele hoje de novo, à noite, amanhã pela manhã no evento Mega Leite. A minha presença em Minas tem sido muito assídua”, afirmou Caiado. As convenções partidárias, período em que as legendas definem as candidaturas e coligações, serão realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. A formalização dos registros das candidaturas devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. O pré-candidato participou pela manhã do Encontro Regional do PSD e Lideranças Políticas, em Muriaé (MG). À tarde, Caiado chega a Belo Horizonte, onde deve participar no início da noite do evento Eloos Itatiaia Agro. Na terça-feira, ele participa da Mega Leite, em Belo Horizonte, pela manhã. À tarde, participa de reunião política em Governador Valadares (MG). Integrantes do PSD discutem lançar o presidente da legenda, Gilberto Kassab, como vice na chapa de Caiado, como forma de barrar a aliança do pré-candidato com Zema. O ex-governador de Minas Gerais não abre mão de encabeçar a chapa e o PSD quer disputar com nome próprio para a Presidência. Caiado voltou a dizer que o mais importante é chegar ao segundo turno com unidade dos partidos de centro e direita. “O processo todo está caminhando para que a gente consiga preservar a unidade da centro-direita no segundo turno. Esse é que é o objetivo. Problemas podem acontecer com um pré-candidato, com outro pré-candidato, mas isto aí não pode colocar em risco a nossa unidade no segundo turno”, afirmou Caiado. O pré-candidato também disse que espera crescer nas pesquisas de agora em diante. Mais cedo, em entrevista ao Canal Livre, da Band TV, o ex-governador de Goiás afirmou que, se for eleito, vai encaminhar reformas ao Congresso no primeiro dia de governo. Ele citou as reformas trabalhista, política e administrativa, também disse que vai rever a reforma tributária. O pré-candidato afirmou ainda que vai enviar ao Congresso mudança na legislação para categorizar as facções criminosas como terroristas e dar anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. Caiado afirmou que vai estabilizar a dívida pública no primeiro ano de mandato e reduzir a dívida como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) um ponto percentual por ano.