O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) negou a possibilidade de se tornar vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) ou do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). "Eu vou levar a minha pré-campanha e campanha até o final. Respeito o senador, respeito o governador Caiado da mesma forma", disse Zema a jornalistas. "Eu, Caiado e Flávio nos damos muito bem. Vamos estar nós três juntos contra o PT. A direita no Brasil, como aconteceu no Chile, está concorrendo e no segundo turno nós estaremos juntos", acrescentou. Caiado disse que os três concordam na meta de bater o PT no segundo turno. Ele também disse que tem mantido conversas semanalmente com Zema e que o convívio entre eles é harmônico. Intocáveis Zema publicou em suas redes sociais o sétimo episódio da série "Os Intocáveis". O vídeo usa fantoches para satirizar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No novo episódio, os bonecos que se assemelham aos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes conversam sobre o Fórum de Lisboa 2026. No vídeo falam sobre as festas e jantares para os participantes oferecidos por empresas. "Nós temos hoje uma Suprema Corte que todo brasileiro questiona, onde nós sabemos que o cargo está sendo utilizado para enriquecimento de alguns ministros e isso precisa ser apurado, investigado", disse Zema. O ex-governador considera que, com a renovação do Senado, deve avançar no Congresso projeto para uma nova legislação que regule o Judiciário. "Nós temos assistido infelizmente muita gente almejar cargo público, almejar se eleger para poder ficar milionário. Se quiser ficar milionário vá trabalhar no setor privado. Proponho uma lei de traição à pátria. Se alguém no setor público fizer um crime que no setor privado tenha pena de X, no setor público ele teria um agravante, uma pena 50% ou 100% maior, porque é incompreensível, é inadmissível que alguém no setor público esteja usando esse cargo em benefício próprio", afirmou Zema. — Foto: Washington Alves/Valor